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sábado, 29 de setembro de 2012

Voltando...



Nossa, a quanto tempo não posto nada por aqui, mas isso vai mudar agora, estou retomando e iniciando novas atividades relacionadas ao tema e HOJE vim deixar duas DICAS:

  • Como costumo fazer qdo. um outro site e/ou blog já disse 'melhor do que eu faria' sobre um assunto que gostei e quero COMPARTILHAR, segue o link do BLOG da T.O. Ariela Goldstein que traz dicas de COMO INCLUIR UMA CRIANÇA COM AUTISMO NA ESCOLA REGULAR, leiam mesmo, vale muito a pena, eu já havia feito algo semelhante que entregava a cada nova professora da Caroline nos primeiros anos de sua inclusão, mas as dicas dela estão mais 'gerais' e abrangentes, então, aproveitem...
  • A segunda DICA é que descobri hoje que o livro que inspirou o nome de meu extinto site e atual BLOG se encontra disponível na íntegra para download, achei isso ótimo pq as edições impressas são raras e apesar de muita coisa ter mudado de 1986 para cá, o livro ainda é lindo de se ler e emocionante demais, me marcou muito como podem ver... LIVRO: ANJOS DE BARRO de JOSÉ MARIA MAYRINK.

Por hoje é só... (:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Brasileiro encontra caminho para cura de 90% dos tipos de autismo, além de Rett


Por Paiva Junior
Sim, 90% dos tipos de autismo têm causas genéticas e poderão ser curados num futuro (que desejamos ser próximo), assim como a Síndrome de Rett. A conclusão é do neurocientista Alysson Muotri, que trabalha na pesquisa da cura do autismo nos EUA.
Em entrevista exclusiva com o neurocientista, que trabalha e reside em San Diego, na California, foi possível entender melhor o que a mídia mundial noticiou há três semanas: uma esperança para a cura do autismo. Aliás, as palavras “cura” e “autismo” jamais estiveram juntas na história da ciência. Só por esse fator, o trabalho já é um marco. Além de Alysson, os neurocientistas Carol Marchetto e Cassiano Carromeu formam o talentoso trio brasileiro que lidera esse trabalho.
Todas as reportagens citavam a cura do autismo. As mais detalhadas, porém, diziam que o tipo de autismo era a síndrome de Rett apenas. Sem entrar na discussão de Rett estar ou não incluída no espectro autista, isso incomodou muita gente e algumas pessoas que se animaram com a notícia se desapontaram ao saber que o trabalho foi feito apenas com  essa síndrome -- que afeta quase que somente meninas (pois os meninos afetados morrem precocemente). Muitos diziam: “síndrome de Rett não é autismo!”. Então de nada valeria a pesquisa para os autistas.
Certo? Errado.

Alysson não gosta de comentar trabalhos ainda não publicados, porém me revelou com exclusividade que seu próximo trabalho é exatamente o mesmo feito com síndrome de Rett, porém utilizando pacientes com autismo clássico, que deverá ser publicado em algum momento de 2011. E ainda adiantou que os resultados de um subgrupo dessa pesquisa foi o mesmo que conseguiu com os Rett: “os sintomas são similares aos de Rett, mas ainda não tentamos a reversão propriamente dita, mas acreditamos que deva funcionar da mesma forma; os experimentos estão incubando; tudo isso é muito recente ainda. E a filosofia é a mesma: se curar um neurônio, ele acredita que poderá curar o cérebro todo. Quando perguntei se ele já sabe onde será publicado esse trabalho e se tinha mais detalhes, a resposta foi imediata: “Não, ainda é muito cedo, precisamos terminar uma serie de experimentos”. Essa nova pesquisa envolveu vinte pacientes com autismo clássico. “Em alguns casos conseguimos descobrir a causa genética, o que facilita mais a interpretação dos dados”, explicou o brasileiro. Aliás, segundo ele, seria possível identificar o autismo em um exame, usando essa mesma técnica, mas isso hoje seria imensamente caro e complexo, portanto ainda inviável.
A droga para essa possível cura, possivelmente uma pílula, segundo Alysson deve vir em cinco ou dez anos, mas ele adverte: “Não se esqueça que a ciência muitas vezes dá um salto com grandes descobertas. Previ que este meu estudo demoraria uns dez anos e consegui fazê-lo em três anos”, explicou ele, referindo-se à descoberta do japonês Yamanaka de fazer uma célula “voltar no tempo” e reprogramá-la (veja explicação neste link), o que “acelerou” o trabalho do neurocientista.
Outra informação importante revelada por Alysson foi que ainda não se sabe como se comportará o cérebro quando curado do autismo. Tanto a pessoa pode simplesmente “acordar” do estado autista e passar a ter desenvolvimento típico (“normal”), como pode dar um “reset” no cérebro e ter que aprender tudo de novo, do zero, mas aprendendo naturalmente como as crianças neurotípicas (com desenvolvimento “normal”). Pode ser que a pessoa “curada” de autismo passe a ter outros gostos e interesses e até perder algumas habilidades que tinha antes, supõe o pesquisador brasileiro, que ainda tem um longo caminho pela frente no aprimoramento da sua técnica e na busca pela droga mais eficiente, que é o próximo passo das pesquisas. “É um trabalho importante, pois hoje há 1 autista para cada 105 crianças nos EUA”, informa ele.

INTERESSE DA INDÚSTRIA

Por último, ele revelou na entrevista que a indústria farmacêutica já o procurou, mas o laboratório vai seguir de forma independente também, com menos investimento, mas sem muito medo de riscos na busca pela cura definitiva do autismo para todas as idades, que é o desejo do palmeirense Alysson Muotri.
Esses laços evidentes com o país natal, faz o cientista “investir” em ajudar e incluir o Brasil nas pesquisas. Há uma parceria dele com uma equipe da USP (Universidade de São Paulo). A bióloga Karina Griesi Oliveira, passou um ano com os brasileiros na California aprendendo essa nova técnica de reprogramação celular (leia mais neste link da revista Pesquisa, da Fapesp). “Com colaboração da Karina, estamos também trabalhando com alguns pacientes brasileiros”, destacou o paulistano, que também graduou-se na USP.
Muitos dados citados na entrevista, como a estatística de 1 para 105 ainda nem foram publicados, pois, como diz Alysson, estamos lidando aqui com a “nata” da ciência: É a “cutting-edge science”, definiu ele, em inglês. “Esse número foi divulgado na ultima reunião da Sociedade de Neurociências, realizada em novembro de 2010, em San Diego (EUA)”, contou ele, que lidera onze pessoas em sua equipe, que, em alguns momentos, chegou a ter vinte integrantes.
Os detalhes da pesquisa estão na coluna semanal "Espiral" de Alysson no portal G1 e a minha entrevista exclusiva completa com o neurocientista brasileiro -- que durou uma hora e dez minutos -- você poderá ler, na íntegra, na próxima edição da Revista Autismo, que sai no primeiro trimestre de 2011 -- valerá a pena aguardar!
Talvez hoje ainda não possamos dizer que o autismo é curável. Mas agora também não se pode mais dar a certeza de que seja incurável.

Paiva Junior é editor-chefe da Revista Autismo e entrevistou Alysson Muotri, por telefone, no dia 02.dez.2010.



*A reprodução deste texto é permitida sem necessidade de autorização, desde que cite-se a fonte e o autor. Se reproduzir na web, inclua também um link para nosso site (RevistaAutismo.com.br).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Audiência Pública em Brasília - Pelos direitos dos AUTISTAS

COMISSÕES / Direitos Humanos - 24/11/2009 - 15h18
Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo

Matéria retificada em 25/11/2009 às 12h50

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores - para tratar pessoas com autismo. 

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a  teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.


Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97671&codAplicativo=2 

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Os amigos que estiveram presentes comentaram:

"Compuseram a mesa o senador Paulo Paim, ladeado pela Julceli representando a Adefa, a Berenice, tb da Adefa representando as mães, a presidente da entidade Mão Amiga, Iranice, uma pesquisadora biomédica, mestranda da Universidade Federal Fluminense, uma assistente social  que trabalha na Baixada Fluminense com crianças vítimas de violência, e o nosso conhecido Ulisses, militar e pai de autista. 

A Sessão teve início com o tenor autista e deficiente visual Saulo Laucas, do RJ, cantando Ave Maria,  fantástico! A seguir, todos fizeram suas exposições e apresentações, muito esclarecedoras cada um na sua área. Ainda foram autorizados a usar a palavra a psicóloga Sandra, tia de autista e dona da Metamorfose, primeira escola no Brasil para autistas e TID com um foco muito interessante, inclusive com a dieta SGSC e que segundo ela tem tido resultados muito promissores; a representante da AMA da Bahia, uma grande batalhadora pela causa do autista em seu estado chamada Rita Valéria, um pai e uma avó do Distrito Federal representando entidades locais, o pai do Saulo Laucas que emocionou a todos, pois Saulo é um estudioso de línguas, domina 4 diferentes idiomas e sabe tudo sobre a reforma ortográfica brasileira, e um jovem de 15 anos do DF chamado Augusto, com Sindrome de Aspenger, um rapaz superdotado que deu seu depoimento ingênuo sobre sua experiência escolar e sua ânsia de estar sempre aprendendo mais e mais. Também fizeram uso da palavra o Presidente da Associação Brasileira de Autismo, uma instituição que parece ter sido criada e ainda funciona pelo que entendi no Amazonas, e o deputado estadual Audir Santana do RJ, que presidiu a sessão da Alerj no RJ, no último dia 17/11/09.

Foi segundo o Senador, a audiência pública mais emocionante que ele participou em seus mais de 20 anos como parlamentar. Pode parecer até palavra de político, mas eu acredito que ele foi sincero pois não teve quem não se emocionasse. Tivemos pais e mães de vários estados brasileiros: Alagoas, Amazonas,  Bahia, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e... não  me lembro mais de nenhum...

Precisamos saber quando  esta sessão exibida pela tv Senado que gravou tudo.


O Senador  se comprometeu a receber um projeto de lei elaborado pelas instituições envolvidas com a causa para que o mesmo  fosse um encaminhamento supra partidário, do qual ele seria o relator e praticamente garantiu na comissão dos direitos humanos , não entendo bem a dinâmica da casa,  aprovaria por unanimidade e encaminharia para a plenária.

Vamos aguardar que bons tempos venham para as nossas crianças autistas brasileiras,  pois como disse sabiamente  a Berenice, quando se é mãe de uma criança autista,  acabamos nos tornando mães de todos os autistas, pois nossa preocupação passa a ser não só com a nossa criança, mas com todas aquelas que encontramos com as mesmas dificuldades que enfrentamos.

É muito difícil transmitir emoção, por isso espero ter rapidamente relatado um pouco do que vivemos nesse 24/11 em Brasília. Um dia para guardar pra sempre na memória.

Rita Maura Boarin - mãe da Nicole 4 anos e 4 meses
Anápolis / GO
"
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"Pessoal,

Estive ontem na audiência em Brasília, desculpe não escrever antes, pois estava exausta, cheguei em São Paulo depois da 12:00 horas e passei o dia pondo as coisas em ordem.

Como a Rita já disse, foi muito, muito emocionante. Cada depoimento, cada relato, cada vídeo fazia brotar em todos rios de lágrimas. Não precisa dizer que chorei o tempo todo!!!

Quero parabenizar a associação ADEFA do Rio de Janeiro e dizer que todos estão de parabéns pela organização e luta. Sou de São Paulo e não conheco as pessoas pelo nome, mas posso dizer que o Ulisses é um homem de valor e que possui luz própria, qualquer palavra que disser dele será redundante. Não poderia deixar de mencionar outras pessoas que também marcaram este acontecimento, a Berenice, a Sandra, a Presidente da ADEFA, a representante da AMA da Bahia (pessoa maravilhosa e encantadora) que deixaram seu brilho em nossos corações. Demais, pais, avós, tios, irmãos que estavam presentes e coloriram aquela comissão com sua garra e força. É claro não poderia deixar de mencionar o Saulo, que nos encantou com sua voz e sua trajetória de vida. AH! o Luiz (irmão das gêmeas, nossas companheiras) é uma graça, ganhei um beijo dele. É um guerreiro, pois aguentou quatro horas de sessão! Um fofo!. Parabéns à famíllia pela vida dele. Outros autistas estavam presentes também.

o Senador Paulo Paim ficou muito sensibilizado com a nossa causa e dirigiu a sessão de forma humana e respeitável, dando a palavra a todos que quiseram expor sua trajetória. Foi um debate muito aberto e justo.

Acho importante relatar que o Ministério da Saúde mandou uma representante para acompanhar a audiência. Ela anotou tudo o que foi dito (sentou-se ao meu lado, pensei que era uma mãe, e só no final fiquei sabendo quem era). É claro que tentou dizer que algumas coisas já estavam sendo feitas, mas reconheceu a incapacidade do governo em solucionar o problema.

Foi dado um passo muito importante para a luta e reconhecimento de que é preciso que as autoridade façam alguma coisa. Nos foi dado um espaço para discussão e exposição de nossos problemas. É um marco histórico, com certeza. As associações presentes ficaram de encaminhar um projeto de lei para o Senador Paulo Paim apresentar na comissão de Direitos Humanos do Senado.

Contudo, quero fazer uma pequena reflexão a respeito, sei que o que vou falar é muito técnico e muitos não entenderão, mas acho que é relevante.

Sou profissional da área e sei que apenas uma lei não resolve o problema. Há inúmeras leis sem qualquer eficácia, ou seja, elas não são postas em prática por absoluta impossibilidade, quer porque esbarram na compatibilidade com a Constituição (famosa inconstitucionalidade), quer porque são vagas e dependem de decretos e regulamentação que nunca é feita ou simplesmente porque apenas declaram direitos, sem estabelecer a forma de exercê-los.

Então, ao que parece, não estou bem certa porque não participei da elaboração da pauta de reivindicação, nosso pleito não se limita a eventual declaração de direitos, já que a maioria deles estão estampados no próprio texto constitucional (como direito a saude, educação, igualdade, etc...). Queremos a implantação de uma política pública de tratamento do autismo. Isto implica, necessariamente, criação de órgãos na administração, Centros de tratamento, orçamento para pesquisa, acompanhamento familiar, adaptação de curriculo e formas de avaliação diferenciada, fomentar a formação de profissionais na área da saúde capazes de realizarem o diagnóstico precoce, publicidade em massa (a ser feita pelo governo) do que é o autismo e que é tratavél. Enfim, muitas reivindicações que implicam em DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS. Por isso, eventual projeto de lei que implique em despesas deve ser de iniciativa do CHEFE DO PODER EXECUTIVO (União, Estados e Municípios) - artigo 61 da Constituição Federal, sob pena de ser declarado inconstitucional por vício de iniciativa. E ai não tem jeito mesmo, é inconstitucional e pronto, mesmo que seja uma lei justa, necessária, humana e imprescindível. Não há perdão para o vício da inconstitucionalidade.
Por isso, acho que nossa jornada somente começou e, para não morrer em nada, temos que URGENTE, conseguir uma audiência, com nada mais que nada menos com o Presidente da República. Não sei como fazer isso. Acho que é uma tarefa para o Ulisses (não fique bravo comigo) ou para quem conseguiu o contato com o Senador Paulo Paim.

Gente, este é um entendimento meu, que sou do ramo e de meu esposo. Acho que precisamos conversar com outras pessoas que possuem entendimento e perguntar a opinião deles.

Sei que é complicado, mas não quero apenas uma lei para pendurar na parede. Acho que todos querem uma lei que tenha o mínimo de eficácia, capaz de modificar a vida de muitas pessoas.

Fiquei com o e-mail do advogado que está redigindo o projeto de lei, vou entrar em contato com ele. Por favor, se alguém tem contato com a direção da ADEFA e puder passar este e-mail eu agradeço.

Acho que já falei bastante. É um assunto chato, direito, leis...

Vou passar este email para todos os grupos que faço parte.

Abraços

Nara "
 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Congresso Biomédico em SP - 2009


Participei em Setembro deste Congresso realizado no Hotel Cadoro em São Paulo, SP.


Apesar de morar a 100 kms. de SPaulo, resolví me hospedar num hotel da Rua Augusta para poder ficar mais tempo com as amigas que iria encontrar lá (a maioria só conhecia via internet)... e foi o máximo... logo de cara a Sérgia de Belém do Pará me escreveu querendo dividir um apto., depois a Nathália (filha dela de 16 anos, autista) resolveu ir tb e a FESTA ficou ainda melhor...


Nathália é um doce de garota, nos demos bem 'de cara' e o único problema foi a tristeza e as 'saudades antecipadas' na hora de nos despedirmos depois de 2 dias juntas...

A Sérgia é puro alto-astral, mãe dedicada e amiga maravilhosa, não conseguimos ir dormir antes da 1 da manhã nos dois dias, mesmo tendo que acordar cedo no dia seguinte para o Congresso... e ainda deixamos 'muito papo' esperando uma outra oportunidade !!!

Quem souber os nomes que estão faltando nas fotos, por favor me informe...

Andréia, Cláudia Marcelino, Luzinede, Haydée
* agachadas: Rita Boarin, Elaine, Nara

Elaine, Nara e o marido, Gilberto Sebrão, Eu

No CONGRESSO, conhecí muitas amigas da lista AUTISMO com quem conversava a anos, foi ótimo poder 'falar' ao invés de 'teclar' com essas mães e pais batalhadores, amorosos e comprometidos com os filhos autistas que Deus lhes confiou... Ele sabe o que faz !!!

Maisa, _____, Dra. Simone Pires, Haydée, Cláudia Marcelino, Sérgia, Ana Lídia, Nancy
* agachadas: Eu, Jaqueline Araújo, Karla e Luiza Coelho




Andréia, Lívia, Eu, Priscila, Cláudia, _____
* agachadas: Nara, Elaine, Aline, Haydée, Ana Lídia

O CONGRESSO foi ótimo, muitas informações interessantíssimas, muitas possibilidades de tratamentos para 'explorar' e/ou experimentar, muito conhecimento útil e válido, pra autistas ou não... TODOS deviam ouvir o que ouvimos lá...


_____, Elaine, Ana Lídia, Haydée e as gêmeas: Luiza e Karla Coelho



Eu, Priscila, Cláudia Marcelino, _____, Elaine, Haydée, Ana Lídia


Á noite fomos jantar, pra prolongar o 'papo' e acabamos nos separando em dois grupos, alguns ficaram na Pizzaria Mancinni onde havíamos marcado inicialmente, outros me acompanharam ao meu restaurante italiano predileto: Cantina D'Amicco Piolin... subindo algumas quadras da Rua Augusta...

Fotos na Pizzaria:

Eu, Yvonne, Marilei e Sérgia


Yvonne, Dra. Simone Pires e Haydée

Yvonne, Haydée, Cristina e Sérgia

Mas depois no PIOLIN ninguém lembrou das câmeras !!!

O papo foi TÃO BOM e a comida tão GOSTOSA que acho que nem pensamos nisso... mas foi ótimo, pude conhecer melhor as histórias da Andréia Amicucci (mãe do Kauan e da Taynara) e da Elaine Marabytes (mãe do Lucas) ... conversamos sobre SON-RISE, sobre limites (ou não-limites), sobre 'vínculos'... tudo relacionado a nossos filhos e aos tratamentos / terapias que cada um segue...

Por sorte, tiraram fotos do almoço de sábado onde elas aparecem:


(sentido horário): Eu, Elaine e o marido, Luiz (marido da Sônia Faneco), Andréia e o marido, ______.


Nara, Mariana Tolezani, Lívia, Aline Kubota, _____, Haydée, Elaine


Foi tudo tão bom que já estou esperando o próximo...

As únicas que eu já conhecia de eventos /cursos anteriores eram a Yvonne Falkas e a Cláudia Marcelino, e foi muito bom revê-las apesar do pouco tempo pra conversar...


Vou ficar esperando os próximos eventos pra gente se encontrar de novo meninas e meninos... :)

Ficaram sentados ao meu lado durante as palestras:


Aline Kubota
(aqui com a Nathália), que ela 'adotou'... :)


















e o Luiz (marido da minha amigona - "sócia nos DVDs" Sônia Faneco - ainda vamos nos encontrar querida...)

:)))

domingo, 1 de março de 2009

Recomeçando...

Quando estava esperando o Lucca criei um BLOG no Terra... contei da gravidez, dos preparativos, depois veio o RELATO DO PARTO tão emocionante que gerou muitos comentários, aí o Lucca foi crescendo, meu tempo foi diminuindo e esse BLOG acabou esquecido, desatualizado e hoje resolví recomeça-lo... transferi pra cá com o mesmo nome de antes: Lucca chegou, apesar dele já estar com 2 anos e 4 meses... mas isso é lá no outro, aqui não vou falar só do Lucca, aqui vai ser o meu espaço "Anjos de Barro" que é o nome do site que mantenho a 9 anos e que está tão 'intimamente' ligado a mim que define meu trabalho e minha 'ligação estreita' com o autismo...

Aqui vou falar da minha 'anjinha de barro: Caroline', de minha vida, de minhas atividades tão variadas como ser web designer num mês e chocolateira no outro... mas principalmente, vou falar de pensamentos e sentimentos... e tentar fazer um BLOG tão lindo, lido e admirado como o da minha irmã
FLOR (Não se pode guardar o vôo de um pássaro)
, que até na hora de dar nome a um BLOG consegue ser poética, e vou falar das minhas irmãs tb, minhas 4 irmãs maravilhosas, de nossa infância FELIZ e das lembranças que nos acompanham desde pequeninas...

Enfim, vamos começar...