sábado, 17 de julho de 2010

Naturopatia no tratamento do AUTISMO

Minha irmã mais velha está morando na Austrália a quase 4 anos... antes passou um ano na Nova Zelândia, mas é tudo ALI mesmo, na distante Oceania, que quando a gente procura no Globo Terrestre é literalmente 'do outro lado' do planeta Terra... mas enfim, ela fez uma dieta para emagrecer com uma NATUROPATA, até então nunca tinha ouvido este termo pq aqui no Brasil são usadas outras nomenclaturas (olha eu viajando de novo)... e gostou tanto de como foi tratada e como evoluiu bem o tratamento (ela perdeu 22 kg.) que agora tb está estudando para ser NATUROPATA, então agora conto com uma terapeuta particular dando dicas e informações 'preciosas' sobre ALIMENTAÇÃO NATURAL, ela vem passando dicas do que NÃO COMER, do que existe de nocivo no que comemos e dos hábitos que devemos mudar... assim abriu-se para mim mais uma frente de abordagem perante o AUTISMO tb...

Ontem ela me passou o link deste site do"Australian Institute of Holistic Medicine", o site está em inglês, se conseguir alguém para traduzir as informações principais vou postando por aqui...


Só para dar uma idéia do conteudo do site, vou postar um trecho do índice:

Introduction Page 2
What is Autism? Page 3
The digestive-immunological behavioural connection Page 5
Implications of vaccinations associated with autism Page 7
Antibiotics Page 8
Candidiasis Page 9
Secretin Page 11
Naturopathic perspective Page 12
Nutritional guidelines Page 14
Herbal medicines Page 18
Acupuncture Page 19
Homoeopathy Page 21

Leiam aproveitem mais esta dica e voltem para COMENTAR, ok !!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

05 de Maio de 2010 !!!

Hoje é o aniversário da CAROLINE... antes que este dia acabe, vim dizer que apesar de não ser muito 'blogueira', vou continuar postando notícias e informações sobre o autismo e sobre as dietas, andei sem tempo, sem inspiração, sem saber o que dizer, mas HOJE vou dizer aqui o que disse a pouco para ela na cama, depois de contar história e rezar...

Minha vida só ficou COMPLETA no dia que a Carol nasceu... foi com certeza um dos dias mais felizes da minha vida, e sempre será, não importa quantas felicidades Deus e a vida me dêem daqui pra frente, a grandeza do AMOR que sentí pela minha filhinha e o 'quanto' foi BOA a sua chegada, não dá nem pra descrever... só sei que dalí pra frente me sentí REPLETA, minha vida tinha sentido e eu tinha uma maravilhosa missão, a de ser mãe dela...

Hoje ela está tão bem, que parece que não tivemos dificuldades e frustrações, mas passou... muita coisa passou e muita passará pois ela SUPERA suas dificuldades com garra e a 'inocência' que outra criança da idade dela não tem mais, isso é bom e ruim, mas na maior parte do tempo eu agradeço a Deus por ela ser QUEM é E COMO é...

Essa é a minha Carol, simplesmente linda... 9 anos completos hoje !!!
Obrigada Deus... :)

quinta-feira, 18 de março de 2010

OVOS DE PÁSCOA SEM LACTOSE, GLUTEN e/ou SOJA (orgânicos)

Divulgando...



Já estão a venda no site www.sosalergia.com.br/loja os ovos de Páscoa tão esperados. A grande novidade é que todos são orgânicos.

Neste ano temos:
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten;
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten, sabor menta;
- ovos de Páscoa sem lactose, gluten e soja;
- ovos de Páscoa com chocolate de soja branco sem lactose e gluten (não orgânico);
- ovos de Páscoa de alfarroba sem lactose, açúcar, gluten e cacau (contém lecitina de soja);
- pirulitos e bombons de chocolates especiais;
- bombons de alfarroba;
- e muito mais!


Esta indicação veio da minha amiga Sônia de Jundiaí:

Diante de inúmeras solicitações recebidas através do site, a Ouro Moreno esta produzindo  Ovos para essa Páscoa 2010, sendo uma quantidade limitada.


Faça seu pedido direto com a fábrica através do e-mail : haroldocg@uol.com.br

Chocolate 100% Orgânico.
Peso: 250g
Preço: R$30,00/unid. + postagem sedex
Cond. pagto. : á vista

Agradecemos à atenção e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Feliz Páscoa!

Haroldo
11-3034.0852
11-7124.7520
 

ANVISA REGULAMENTA USO DE “DROGAS VEGETAIS”


Fique atento ao uso das "drogas vegetais"! Anvisa lança norma técnica para esclarecer o uso das ervas e como podemos alcançar seus benefícios.
 




Que atire a primeira pedra quem nunca tomou um chá para curar uma doença. Na hora da dor, vale tudo para espantar o baixo astral. E para estas “drogas vegetais”, a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - acaba de lançar uma norma técnica esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos.

Outra novidade da resolução diz respeito à segurança. A partir de agora as empresas vão precisar notificar a Agência sobre a fabricação, importação e comercialização desses medicamentos, no mínimo, de cinco em cinco anos. Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos como bactérias.
Confira algumas das recomendações da Anvisa para os produtos mais utilizados:

Alho: É um famoso expectorante e muita gente tem o hábito de usá-lo com água fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades terapêuticas, o ideal é deixá-lo macerar, ou seja, descansar em água à temperatura ambiente.

Arnica: Não utilizar por via oral, pois pode causar gastrenterites e distúrbios cardiovasculares.

Carqueja: Não utilizar em grávidas, pois pode promover contrações uterinas. Evitar o uso
concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.

Capim santo: Pode aumentar o efeito de medicamentos sedativos (calmantes).
Os interessados em receber as orientações contidas na nova norma devem procurar o INBRAVISA pelo email: gecom@inbravisa.com.br.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

COZINHA SEM GLÚTEN E SEM LEITE

Bem, já que não tenho publicado nada NOVO a mais de um mês (pura falta de 'inspiração'), vou indicar hoje o BLOG inspiradíssimo da minha amiga CLÁUDIA MARCELINO que está MARAVILHOSO !!!

Ela tem se dedicado a testar e publicar as receitas de TUDO QUE SE POSSA IMAGINAR de nossa alimentação habitual, só que na versão SEM GLÚTEN E SEM CASEÍNA (proteína do leite animal), e suas fotos tem me deixado com água na boca, vejam porque nestes exemplos (link direto do blog dela):


 
Panqueca sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ....


Pão sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ...


Pão de Linhaça sem Glúten e sem Leite

 
 Bolo de Abacaxi Decorado Sem Glúten e Sem Leite

 
 
Crepes ao Creme de Chocolate e Sorvete

 
 
Pizza Sem Glúten e Sem Leite

 ...

E tem MUITO mais, vai lá no blog dela ver, tem até o 'passo-a-passo' de várias receitas, mais fácil impossível... 

Os links abaixo levam direto ao BLOG  Cozinha sem glúten e sem leite...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O veneno no pão nosso de cada dia - CONTRA OS PESTICIDAS

Divulgando, ou como diz minha amada Zizi, 'multiplicando'...


O veneno no pão nosso de cada dia: aproveitamos o título da reportagem da revista Caros Amigos deste mês (abaixo) para chamar atenção para a importância de sua manifestação nas consultas públicas sobre a reavaliação toxicológica  de agrotóxicos no Brasil.
 
Como o próprio nome diz, a consulta é pública, aberta a toda a sociedade, não sendo necessário formação específica, vínculo institucional ou qualquer outro requisito. Basta enviar para os contatos abaixo sua posição exigindo do Poder Público seu direito a alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos (algumas organizações já se manifestaram e seus documentos (links abaixo) podem ser aproveitados, se houver interesse).
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA está propondo o banimento ou a restrição severa de diversos agrotóxicos, baseados em estudos científicos que demonstram seus danos à saúde. É claro que os interesses econômicos em jogo são pesados, e muitos pressionam para impedir que a Agência atue em defesa da saúde da população. Então, para que o interesse da sociedade prevaleça sobre o da indústria, é muito importante que os cidadãos e organizações manifestem apoio à reavaliação e ao banimento desses venenos.
 
IMPORTANTE: O prazo das manifestações às consultas públicas do endosulfan e do acefato se encerra dia 20 de dezembro.
 
Consulta Pública 90 – Fosmete: Inseticida que apresenta características neurotóxicas (danos ao sistema nervoso), sendo capaz de provocar a síndrome intermediária.

Consulta Pública 89 – Metamidofós: Inseticida proibido em diversos países. Apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e provoca toxicidade sobre o sistema endócrino (desregulação hormonal), reprodutor e desenvolvimento embriofetal.
 
Consulta Pública 88 – Triclorfom: Inseticida que apresenta características genotóxicas (alterações genéticas), imunotóxicas, teratogênicas, neurotóxicas, provocando hipoplasia cerebelar, provoca efeitos adversos sobre a reprodução e o sistema endócrino.
 
Consulta Pública 61 – Endossulfam: Acaricida proibido em diversos países. Apresenta características genotóxicas, neurotóxicas, danos ao sistema imunológico e provoca toxicidade endócrina ou alteração hormonal e toxicidade reprodutiva e malformações embriofetais.
 
Consulta Pública 60 – Acefato: Inseticida proibido em diversos países. Possui características genotóxicas, pode causar câncer e leva a distúrbios neuropsiquiátricos e cognitivos (dificuldades de aprendizagem).
 
As manifestações devem ser encaminhadas por escrito para o seguinte endereço:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050 ou Fax: (061)3462-5726 ou E-mail: toxicologia@anvisa.gov.br
Manifestação do Idec: http://pratoslimpos.org.br/?p=601
Manifestação da Terra de Direitos: http://tinyurl.com/terradedireitos
As notas técnicas produzidas pela Anvisa estão na internet: http://tinyurl.com/anvisa
--
 

O veneno no pão nosso de cada dia

Por Tatiana Merlino
 
O Brasil é líder mundial no uso de agrotóxico. As empresas transnacionais comemoram, enquanto o prejuízo fica para os trabalhadores rurais e os consumidores. Fotos Jesus Carlos
 
Do lado esquerdo da estrada de terra vermelha, uma cerca viva impede a visão da fazenda. Do lado direito, é diferente: é possível ver o pomar repleto de árvores de laranja, embora a maioria não dê mais frutos. A época da colheita já passou, foi em agosto. Estamos em outubro. Mais alguns metros percorridos de carro pela estrada da área rural do município de Lucianópolis, interior paulista, ouve-se um som vindo por detrás do pomar. Parece o ronco de um motor. Descemos do carro e cruzamos o limite da fazenda. O som se aproxima. Primeiro quarteirão, nada, segundo, terceiro, quarto. Lá pelo quinto quarteirão de árvores o barulho fica forte e avistamos o trator vermelho,
pilotado por um homem que pulveriza um produto no laranjal. É Luiz Andrade de Souza, que trabalha e mora com a família na fazenda. Ele trabalha sem nenhum Equipamento de Proteção Individual – EPI, dispositivo exigido pela legislação do Ministério do Trabalho para a aplicação de defensivos agrícolas.
 
Luiz Andrade é uma vítima potencial de problemas de saúde decorrentes da manipulação dos agrotóxicos. De acordo com dados divulgados no começo de novembro pelo Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve, em 2006, pelo menos 25.008 casos de intoxicação de agricultores. Os dados também indicam que herbicidas, fungicidas e inseticidas foram usados em 1,396 milhão de fazendas.
 
A pesquisa mostra que mais de 1,5 milhão, das 5,2 milhões de propriedades rurais do país, utiliza agrotóxicos. E que 56% destas não recebem orientação técnica. A aplicação manual dos venenos, por meio do pulverizador costal – que é o equipamento que apresenta maior potencial de exposição aos agrotóxicos – é a mais utilizada, presente
em 70,7% dos estabelecimentos agrícolas que fazem uso de algum tipo de defensivo. O Censo aponta também que 20% (296 mil) destas propriedades não utilizam proteção  individual. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais aplica agrotóxicos, com 273 mil propriedades.
 
Campeão mundial
Tal cenário é do país que, em 2008, foi “consagrado” com o título de campeão mundial de uso de agrotóxicos. Foram 673.862 toneladas de defensivos, o equivalente a cerca de 4 quilos por habitante. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindag), o faturamento da indústria química no ano passado no Brasil foi de
US$ 7,125 bilhões, valor superior aos US$ 6,6 bilhões do mesmo setor dos Estados Unidos. Atreladas ao tamanho da área plantada, as maiores aplicações se deram nas culturas de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.
 
De acordo com Gabriel Fernandes, da organização não governamental Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), tais números deveriam servir “como um grande sinal de alerta que indica a falência do modelo agrícola das monoculturas. Quanto mais veneno se usa, maior será o desequilíbrio ambiental. E quanto maior o desequilíbrio ambiental, mais veneno se usa”.
 
As consequências do uso dos agrotóxicos são inúmeras: coloca-se a saúde dos trabalhadores e consumidores em risco, e se contaminam o solo e a água. No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”, explica a médica Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).
 
De acordo com ela, os efeitos crônicos são mais difíceis de se identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascido com baixo peso, cânceres – especialmente os linfomas –, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese – que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita –, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas. É um amplo leque de patologias”, explica.
 
Dor de cabeça, olhos ardendo
Quem tem como rotina receber denúncias de trabalhadores reclamando de problemas de saúde decorrentes do manuseio de agrotóxicos é Abel Barreto, presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina, cidade paulista localizada na região de Bauru. “Temos muita reclamação de gente que vai trabalhar na laranja e se sente mal. Eles ligam e dizem: ‘Estamos aqui trabalhando na laranja e o trator está na rua de cima passando veneno’. A maioria fala em dor de cabeça e ardor nos olhos”, relata.
 
Um dos casos que chegou ao sindicato de Duartina foi o das trabalhadoras Lindalva Zulian, de 38 anos, Rosimeire de Araujo, de 35, e Janaína Silva, de 25. As três trabalhavam numa fazenda de laranja no setor de inspeção, buscando localizar as plantas doentes para serem eliminadas.
 
Nascida em Duartina, Lindalva morou em São Paulo por muitos anos. Mas, nos últimos cinco, trabalhava em fazendas de laranja, alternando as funções de colheita e inspeção. O emprego, no entanto, rendeu-lhe problemas de saúde. Durante uma manhã do mês de junho deste ano, Lindalva e suas colegas faziam inspeção numa fazenda de laranja na
cidade paulista de Espírito Santo do Turvo, quando o trator que aplica veneno passou pulverizando a mesma quadra onde as mulheres trabalhavam. “Eu comecei a ter tontura, dor de cabeça, ânsia de vomito. Comecei a chorar de tanta dor. As outras também começaram a vomitar”. Depois de muita insistência, o funcionário da fazenda atendeu o pedido de levar as mulheres ao hospital. “A dor de cabeça era demais, muita ânsia de vomito, o nariz e a boca queimavam por dentro. Falta de ar, não conseguíamos respirar. Na hora, o médico disse: ‘tira essa roupa, toma um banho, nem eu estou aguentando
o cheiro de vocês’. A gente estava toda envenenada”. As mulheres ficaram três dias internadas, e, quando tiveram alta, foram dispensadas pela fazenda. “O médico falou que a gente tinha que fazer tratamento, que não podia voltar a trabalhar onde tinha veneno dentro de três meses”.
 
Desde então, Lindalva está sem trabalhar. “Não posso mais com o cheiro de veneno. Qualquer coisa já começa a me queimar o nariz, me dá tontura e a cabeça começa a doer. O médico disse que a gente pode ter sintoma dentro de vários anos, que pode aparecer algum tipo de doença porque fica tudo no sangue. A gente não sentiu só o cheiro, a gente inalou mesmo”.
 
Assim como Lindalva, Rosemeire também não voltou a trabalhar. “Não quero nem ver laranja”, diz. Já Janaína voltou para a colheita. “Não tem jeito, tenho que trabalhar. Mas até hoje eu sinto muita dor nos olhos. Nossa, quando eu forço a vista, dói para caramba”, diz, tentando segurar seu filho, que brinca com o gravador da reportagem.
 
Lista negra
Apesar de terem denunciado o caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público, as mulheres estavam receosas de dar entrevista e serem perseguidas depois. “O medo é de entrar para a ‘lista negra’ das fazendas e nunca mais conseguirem emprego”, relata Abel Barreto, presidente do sindicato de Duartina. Segundo ele, a região é dominada por Cutrale, Coimbra, Citrosuco e Citrovita, as quatro maiores empresas do setor de citricultura. “Se você for nas fazendas dessas empresas, vai ver todo mundo com equipamento de proteção. O problema é que a precariedade está nas fazendas que fornecem laranja para elas. Essa é a maneira de se isentarem de ficar com o nome sujo”, alerta.
 
O sindicalista aponta que uma das dificuldades para sistematizar as denúncias de intoxicação por agrotóxicos ocorre porque, quando as empresas têm equipe médica na fazenda, “muitas vezes os profissionais escondem os exames dos trabalhadores, dão um atestado de um dia quando deviam dar de dois”, explica. “E mesmo alguns médicos da cidade cedem à pressão das fazendas e amenizam os problemas, argumentando com a gente que as empresas são responsáveis por milhares de empregos”, relata.
 
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos equipamentos de proteção individual, a aplicação não é segura. “Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de ‘uso seguro de agrotóxicos’, mesmo que eu esteja falando isso com várias aspas de cada lado, porque eu não acredito nessa possibilidade”, explica Raquel. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de reentrada” após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área. “Para alguns venenos, o tempo é de três horas; para outros, são sete dias, isso varia. E quando a gente pergunta aos trabalhadores como se trabalha com esse período, que é uma exigência da legislação trabalhista, eles dizem que isso não é respeitado pelas empresas”.
 
Além disso, segundo a médica, a segurança dos equipamentos de proteção individual é muito relativa. “Eles são muito desconfortáveis e, quanto mais baratos, mais mal acabados. Incomodam, espetam, arranham. Nos climas quentes, são ainda mais difíceis de usar. É também muito complicado para as indústrias estabelecerem o ritmo correto da troca dos filtros das máscaras”, avalia. Outro problema recorrente é a absorção dos produtos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, ele deveria ser lavado pela empresa. A família corre grandes riscos de ficar contaminada. Essa proposta do uso seguro é muito relativa”, alerta Raquel.
 
Exemplo dos limites do “uso seguro” dos agrotóxicos é o trabalhador Paulo Sérgio, morador de Duartina. Aos 37 anos, muitos de corte da cana e cinco de colheita de laranja, ele teve uma experiência complicada recentemente. Contratado pela empresa de laranja Coimbra para aplicar defensivos agrícolas, no terceiro dia de trabalho, ao aplicar o veneno Temic, Paulo passou mal. “Eu estava com todos os EPIs”. Mesmo assim, os equipamentos não impediram que o trabalhador sentisse muita ânsia de vômito, aumento da salivação e dor de cabeça. “Passei no médico e ele disse que eu estava intoxicado”, conta.
 
Tatiana Merlino é jornalista
tatianamerlino@carosamigos.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PIZZA ORGÂNICA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, EBAAAAAA !!!!

Destaque na região, pizza orgânica agrega saúde e valores sustentáveis
03/12/2009 - 17h05 (Deniele Simões)
Imagem(s): Lucas Lacaz Ruiz / A13

Cardápio é elaborado com produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e conservantes


Farinha integral e sal marinho. Esses são os ingredientes básicos de uma massa de pizza orgânica servida em São José dos Campos. Exclusividade na região, a iguaria tem a vantagem de ser confeccionada à base de produtos orgânicos, sem uso de agrotóxicos ou conservantes.

“É tudo natural”, explica o chef Alexandre Zanella, proprietário do Quiosque Philosofy, restaurante especializado em alimentação orgânica em São José e pioneiro na região.

Aberto há pouco mais de oito meses, o restaurante trabalha o conceito de alimentação orgânica como forma de preservação não só à saúde, como ao meio ambiente, agregando valores aos produtos comercializados.

“Começamos como um café estilo europeu, depois passamos a abrir para o almoço, fomos incrementando o cardápio e conseguimos conquistar nosso público na região”, conta Zanella.

Massa da pizza é confeccionada com farinha integral orgânica


Para montar o negócio, Zanella se utilizou do know how adquirido em três anos como chef de cuisine em Londres e como proprietário de um quiosque em Florianópolis (SC).

A ideia de se especializar apenas em orgânicos está relacionada aos valores que esse tipo de produto agrega. De acordo com o chef, os alimentos orgânicos geram uma espécie de ciclo que movimenta a comunidade local.

Além da isenção de agrotóxicos, os alimentos usados no cardápio são produzidos na própria região, contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa gerados pelo transporte da produção.

Parte dos alimentos é produzida em duas hortas que ficam em um sítio no distrito de São Francisco Xavier. A produção de frango também é artesanal e isenta de hormônios e outros componentes químicos. Os produtos também vêm de fornecedores da cidade de Monteiro Lobato,que fica próxima a São José.

Sabores e texturas


Dados da Fundação Agricultura & Ecologia da Alemanha (SOEL) apontam que a produção de orgânicos tem crescido a cada ano no país.

A tendência observada fez aumentar não só o número de produtos orgânicos nas feiras livres como também nas gôndolas dos supermercados, em função dos valores agregados, que vão desde o bem-estar para o consumidor, passando pelo gosto apurado e pelos benefícios ao meio ambiente.

Molho é fabricado com tomates orgânicos

Zanella destaca que o sabor e a textura dos orgânicos realmente fazem diferença para quem come, principalmente quando a pessoa já está acostumada a esse tipo de produto. As raízes como a batata, por exemplo, são mais tenras. Já produtos como brócoles e couve-flor são mais firmes.

Pizza orgânica


Com preço médio de R$ 30, a pizza orgânica com massa integral é confeccionada à base produtos naturais e tem várias opções de sabores.

Nesta quinta-feira (3), a partir das 19 horas, acontecerá um happy hour especial com a iguaria no cardápio, que poderá ser conferida nas versões franco com parmesão, shitake com mussarela de búfala, vegetariana, ou de acordo com a preferência do freguês.

O happy hour terá ainda apresentação musical de Tiago Vianna (violão instrumental), Regina Sacilloto (viola) e Caniba (gaita e flauta).

Com relação às bebidas alcoólicas orgânicas, elas ainda não foram totalmente incorporadas ao cardápio do quiosque, mas a intenção é implementar a novidade em breve.

Por enquanto, a casa trabalha com licores de limão siciliano e laranja, produzidos na comunidade de São Francisco Xavier, mas em breve deverá começar a trabalhar com cervejas artesanais.

O quiosque Philosofy fica no bairro Jardim Maringá, em São José. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3322-4692.