sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pais de autistas OU pais autistas ???



Já a algum tempo tenho pensado sobre 'pais e mães de autistas'... como mudam suas personalidades, crenças, hábitos... muitas, mas muitas vezes mesmo para melhor, aprendem com o fato de terem uma criança especial para 'guiar' por essa vida, MAS...

Nem tudo são flores e nem todos usam o fato de terem um filho especial de forma positiva, tem muita gente com rancor pela vida, com raiva de Deus, com uma atitude DURA com a vida 'dos outros' e a sua própria, julgando a todos MENOS que ela por viver uma vida tão dura, tão cheia de lutas e provações, tão sofrida....

A mais de 10 anos atrás já falavamos sobre isso no Grupo de Discussão do Yahoo - Autismo Brasil... alguns amigos queridos vão se lembrar, mas já havia uma 'divisão' de pais de autistas SEVEROS e pais de ASPERGER's, um 'menosprezo' pela luta 'menor' do segundo grupo, um rancor, diria até uma inveja sem sentido, estamos afinal todos no mesmo barco, com lutas menores ou maiores... não vejo isso nos pais de S.Down, nem em outras síndromes que tem 'graus' de comprometimento diferentes.

Ainda hoje surgem notícias de crianças autistas 'grau severo,' algemadas, encarceradas em jaula, privadas de VIDA e convívio social. Há muitas LUTAS a serem travadas de verdade e por essas estou disposta a LUTAR, assinar petições, fazer mobilizações, enviar e-mails até encher o saco de políticos, mas quando as discussões são sobre 'apontar o dedo no nariz de outra mãe', não me chamem...

Uma amiga já mencionou outras vezes que essa ‘comunidade de pais de autistas’ não é fácil... eu concordo e ainda fico chocada ao ver HOJE estas pessoas dizendo em uma rede social que ‘matariam’ ou ‘moeriam’ a agressora do menino autista no elevador... quer dizer que os PAIS DE UMA CRIANÇA ESPECIAL podem perder TODA a SOCIABILIDADE e esquecer as REGRAS SOCIAIS (que coisa não, são pais de crianças que tem dificuldades em cumprir e entender estas mesmas regras), MAS mesmo assim declaram saber da punição por seu ato e declaram em tom de vitória que SERIAM PRESAS... não sabem exatamente a besteira que estão dizendo...

CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SUA PRÓPRIA VIDA... e ser responsável pela VIDA de uma criança especial é um fardo bem pesado, que não fica mais LEVE de acordo com o GRAU do autismo... cada um(a) teve seus motivos, seu jeito de tocar a vida, de adaptar seu filho(a) ao mundo, afinal, não criamos PARA NÓS.... o mundo 'louco e perigoso' vai continuar aí qdo. seus filhos tiverem 18 anos, e se vcs não começarem a 'adaptá-los' a esse “mundão velho sem porteira” agora, aos 8 ou 9 anos, vai ser bem mais difícil depois... não quero dizer com isso para 'largarem seus filhos na rua sozinhos', mas começar a pensar que VC não é ETERNA e não vai poder estar presente o tempo todo, é sacrificante se DOAR a uma crianças especial, muitas vezes nem reconhecimento se pode esperar, nem do filho, nem dos familiares, vizinhos, ou amigos....

 Já houve uma época que os pais viviam 'ilhados' em seus mundinhos, não levavam filhos autistas a festinhas infantis pela 'vergonha' e pelo medo do preconceito alheio... viviam fechados em casa, ou um saia com os outros filhos e o outro ‘se sacrificava’ ficando em casa com o ‘doente’.... amizades só eram possíveis entre pais de autistas pois eram os únicos capazes de ENTENDER como era difícil, muita coisa mudou, que bom, mais ainda falta mudar o ‘preconceito’ contra seus iguais e parar de criticar a atitude dos outros porque não é igual a sua.

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P.S.: Esse DESABAFO foi postado após ler as manifestações de pais e mães de autistas sobre uma notícia que veio ao conhecimento do grande público hoje, trata-se de uma criança AUTISTA que sofreu agressões (filmadas) dentro de um elevador em seu prédio, segue o link abaixo:

Exame de corpo de delito confirmam agressões sofridas por criança dentro de elevador em SP


sábado, 29 de setembro de 2012

Voltando...



Nossa, a quanto tempo não posto nada por aqui, mas isso vai mudar agora, estou retomando e iniciando novas atividades relacionadas ao tema e HOJE vim deixar duas DICAS:

  • Como costumo fazer qdo. um outro site e/ou blog já disse 'melhor do que eu faria' sobre um assunto que gostei e quero COMPARTILHAR, segue o link do BLOG da T.O. Ariela Goldstein que traz dicas de COMO INCLUIR UMA CRIANÇA COM AUTISMO NA ESCOLA REGULAR, leiam mesmo, vale muito a pena, eu já havia feito algo semelhante que entregava a cada nova professora da Caroline nos primeiros anos de sua inclusão, mas as dicas dela estão mais 'gerais' e abrangentes, então, aproveitem...
  • A segunda DICA é que descobri hoje que o livro que inspirou o nome de meu extinto site e atual BLOG se encontra disponível na íntegra para download, achei isso ótimo pq as edições impressas são raras e apesar de muita coisa ter mudado de 1986 para cá, o livro ainda é lindo de se ler e emocionante demais, me marcou muito como podem ver... LIVRO: ANJOS DE BARRO de JOSÉ MARIA MAYRINK.

Por hoje é só... (:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Semelhança entre órgãos e alimentos

Já conhecia este texto e hoje descobri que minhas amigas lindas (Karla e Luisa) publicaram no blog do LU então não vou re-postar aqui pq está LINDO lá na página delas, vejam pelo link acima que vale muito a pena !!!

Blog do LU


Tb pode ser lido no blog SAÚDE VERDE LIMÃO:

domingo, 2 de janeiro de 2011

Quantas mudanças !!!

Chegou 2011 !!!

Na hora de fazer aquela 'revisão' de tudo que se passou no ano anterior, das coisas boas e ruins que aconteceram e botar na balança os feitos, avanços, vitórias e conquistas, felizmente no ano de 2010 para a Caroline estes foram a maioria... e isso deve ser muito COMEMORADO pois me lembro de anos que não foram assim tão positivos.

No ano de 2010 a Caroline estudou na mesma escola, com a mesma psicóloga, mesmas O.P. e O.E. (orientadoras pedagógica e educacional), mesma 'rotina' e amigos, ambiente, etc... isso facilita MUITO no caso dela e desde o início do ano a O.E. se preocupou em 'cuidar' que ela ficasse na sala da professora mais 'adequada', escolheu a 'professora auxiliar' (santa Fabiane) com todo o cuidado para que a mesma pudesse dar o 'apoio' que a Carol precisa sem contudo dar um atendimento diferente ou especial... enfim, depois de 3 anos na mesma escola e de todo meu trabalho (alguns podem dizer intromissão) na escola no sentido de dar orientação, emprestar livros, matérias de revistas, apostilas, enfim tudo que tinha sobre asperger, autismo, educação especial e coisas afins, os frutos puderam ser COLHIDOS e  foi um ano ótimo.

Na última reunião do ano me deparei com um boletim onde a menor média dela foi 8,5... com direito a fechar o ano com 10 em duas matérias... e durante o ano muitas surpresas BOAS tb vieram, ela está aprendendo a controlar a ANSIEDADE e a reconhecê-la... ensinei maneiras dela se acalmar qdo. sente que a ansiedade está tomando conta e é muito bonitinho e até engraçado quando ela me fala: "Mãe, acho que estou ficando ansiosa"  ou  "O que eu faço pra não ficar ansiosa" ?

Tb estamos trabalhando juntas (eu e as profissionais da escola) para aumentar sua autonomia e independência, ela ainda receia muito fazer as coisas sozinha ou 'tentar' algumas tarefas, mas está indo bem melhor...

Pensando em tudo isso e em QUANTAS coisas ela SUPEROU este ano, não devia ser de surpreender EU ter passado as últimas horas do dia 31/12 pintando as unhas dela da mesma cor das minhas (brancas) a pedido dela... nem tampouco termos ido para o centro da cidade onde os fogos iam ser lançados para VER e OUVIR a bagunça... mas foi uma surpresa agradável !!!

E ela curtiu... do jeitinho dela, mas conseguiu permanecer alí por mais de 10 min. vendo os fogos sem medo e ouvindo aquele barulho que em anos anteriores era INSUPORTÁVEL para ela... me lembro de quando passava os primeiros 10 minutos do NOVO ANO com as mãos tampando os ouvidos sensíveis dela e torcendo para que aquilo acabasse logo e fico FELIZ de ter iniciado este ano de forma 'tão diferente'... ahhh, tb não tivemos 'crises' nem 'descontroles' nas festas de fim de ano... BOM DEMAIS isso... só quem tem um filho autista entende o quanto isso significa.

Então, que venha 2011 pq ELA PROMETE ser ainda melhor !!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Brasileiro encontra caminho para cura de 90% dos tipos de autismo, além de Rett


Por Paiva Junior
Sim, 90% dos tipos de autismo têm causas genéticas e poderão ser curados num futuro (que desejamos ser próximo), assim como a Síndrome de Rett. A conclusão é do neurocientista Alysson Muotri, que trabalha na pesquisa da cura do autismo nos EUA.
Em entrevista exclusiva com o neurocientista, que trabalha e reside em San Diego, na California, foi possível entender melhor o que a mídia mundial noticiou há três semanas: uma esperança para a cura do autismo. Aliás, as palavras “cura” e “autismo” jamais estiveram juntas na história da ciência. Só por esse fator, o trabalho já é um marco. Além de Alysson, os neurocientistas Carol Marchetto e Cassiano Carromeu formam o talentoso trio brasileiro que lidera esse trabalho.
Todas as reportagens citavam a cura do autismo. As mais detalhadas, porém, diziam que o tipo de autismo era a síndrome de Rett apenas. Sem entrar na discussão de Rett estar ou não incluída no espectro autista, isso incomodou muita gente e algumas pessoas que se animaram com a notícia se desapontaram ao saber que o trabalho foi feito apenas com  essa síndrome -- que afeta quase que somente meninas (pois os meninos afetados morrem precocemente). Muitos diziam: “síndrome de Rett não é autismo!”. Então de nada valeria a pesquisa para os autistas.
Certo? Errado.

Alysson não gosta de comentar trabalhos ainda não publicados, porém me revelou com exclusividade que seu próximo trabalho é exatamente o mesmo feito com síndrome de Rett, porém utilizando pacientes com autismo clássico, que deverá ser publicado em algum momento de 2011. E ainda adiantou que os resultados de um subgrupo dessa pesquisa foi o mesmo que conseguiu com os Rett: “os sintomas são similares aos de Rett, mas ainda não tentamos a reversão propriamente dita, mas acreditamos que deva funcionar da mesma forma; os experimentos estão incubando; tudo isso é muito recente ainda. E a filosofia é a mesma: se curar um neurônio, ele acredita que poderá curar o cérebro todo. Quando perguntei se ele já sabe onde será publicado esse trabalho e se tinha mais detalhes, a resposta foi imediata: “Não, ainda é muito cedo, precisamos terminar uma serie de experimentos”. Essa nova pesquisa envolveu vinte pacientes com autismo clássico. “Em alguns casos conseguimos descobrir a causa genética, o que facilita mais a interpretação dos dados”, explicou o brasileiro. Aliás, segundo ele, seria possível identificar o autismo em um exame, usando essa mesma técnica, mas isso hoje seria imensamente caro e complexo, portanto ainda inviável.
A droga para essa possível cura, possivelmente uma pílula, segundo Alysson deve vir em cinco ou dez anos, mas ele adverte: “Não se esqueça que a ciência muitas vezes dá um salto com grandes descobertas. Previ que este meu estudo demoraria uns dez anos e consegui fazê-lo em três anos”, explicou ele, referindo-se à descoberta do japonês Yamanaka de fazer uma célula “voltar no tempo” e reprogramá-la (veja explicação neste link), o que “acelerou” o trabalho do neurocientista.
Outra informação importante revelada por Alysson foi que ainda não se sabe como se comportará o cérebro quando curado do autismo. Tanto a pessoa pode simplesmente “acordar” do estado autista e passar a ter desenvolvimento típico (“normal”), como pode dar um “reset” no cérebro e ter que aprender tudo de novo, do zero, mas aprendendo naturalmente como as crianças neurotípicas (com desenvolvimento “normal”). Pode ser que a pessoa “curada” de autismo passe a ter outros gostos e interesses e até perder algumas habilidades que tinha antes, supõe o pesquisador brasileiro, que ainda tem um longo caminho pela frente no aprimoramento da sua técnica e na busca pela droga mais eficiente, que é o próximo passo das pesquisas. “É um trabalho importante, pois hoje há 1 autista para cada 105 crianças nos EUA”, informa ele.

INTERESSE DA INDÚSTRIA

Por último, ele revelou na entrevista que a indústria farmacêutica já o procurou, mas o laboratório vai seguir de forma independente também, com menos investimento, mas sem muito medo de riscos na busca pela cura definitiva do autismo para todas as idades, que é o desejo do palmeirense Alysson Muotri.
Esses laços evidentes com o país natal, faz o cientista “investir” em ajudar e incluir o Brasil nas pesquisas. Há uma parceria dele com uma equipe da USP (Universidade de São Paulo). A bióloga Karina Griesi Oliveira, passou um ano com os brasileiros na California aprendendo essa nova técnica de reprogramação celular (leia mais neste link da revista Pesquisa, da Fapesp). “Com colaboração da Karina, estamos também trabalhando com alguns pacientes brasileiros”, destacou o paulistano, que também graduou-se na USP.
Muitos dados citados na entrevista, como a estatística de 1 para 105 ainda nem foram publicados, pois, como diz Alysson, estamos lidando aqui com a “nata” da ciência: É a “cutting-edge science”, definiu ele, em inglês. “Esse número foi divulgado na ultima reunião da Sociedade de Neurociências, realizada em novembro de 2010, em San Diego (EUA)”, contou ele, que lidera onze pessoas em sua equipe, que, em alguns momentos, chegou a ter vinte integrantes.
Os detalhes da pesquisa estão na coluna semanal "Espiral" de Alysson no portal G1 e a minha entrevista exclusiva completa com o neurocientista brasileiro -- que durou uma hora e dez minutos -- você poderá ler, na íntegra, na próxima edição da Revista Autismo, que sai no primeiro trimestre de 2011 -- valerá a pena aguardar!
Talvez hoje ainda não possamos dizer que o autismo é curável. Mas agora também não se pode mais dar a certeza de que seja incurável.

Paiva Junior é editor-chefe da Revista Autismo e entrevistou Alysson Muotri, por telefone, no dia 02.dez.2010.



*A reprodução deste texto é permitida sem necessidade de autorização, desde que cite-se a fonte e o autor. Se reproduzir na web, inclua também um link para nosso site (RevistaAutismo.com.br).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

REimprimir a Revista Autismo, edição 0

Amigos,

Vamos REimprimir a Revista Autismo, edição zero?
 
 
 
Muita, muita, muita gente ficou sem a revista ou com muito menos que desejaria.
E como ainda não conseguimos patrocínio para continuar este projeto, continuemos nós mesmos, sem ONG, sem empresa, sem governo e sem patrocínio.

Cotei e com R$ 7mil podemos reimprimir mais 2 mil exemplares da edição de lançamento (número 0), na gráfica do Zinho (em SC, a mesma que nos doou a impressão anterior).
Com doações, nossas ou que consigamos angariar de outros grupos, pessoas, empresas etc. podemos fazer isso!
Como diria Obama, "sim, nós podemos"! hehehe

Abri uma conta no Bradesco somente para doações à revista (escolhi o Bradesco pois pode-se depositar em qualquer ag. de CORREIOS, que tem em todo o Brasil).
Banco: Bradesco
Agência: 2534-8 (nem sempre precisa do dígito da agência)
Conta Corrente: 8679-7
Titular: eu (Francisco de Paiva e Silva Junior - CPF:181.874.238-11)

Quem doar, não precisa enviar comprovante. A ideia é primeiro conseguirmos grana para reimprimir, depois todos podem solicitar envio pelo correio, pagando a postagem de R$ 2,50 por revista para qualquer endereço do Brasil.

Já temos R$ 795,45, precisamos somente de R$ 6.204,55.
O Caixa da Revista Autismo está público no link http://goo.gl/LmIFQ para que todos vejam e fiscalizem.

Então, sugiro que além de todos que puder doar o façam (seja a quantia que for), fazer uma pequena campanha na sua igreja, centro, empresa e ainda procurar o Rotary, Maçonaria e o Lions na sua cidade. Explique a importância deste projeto e não será difícil conseguir algo para uma causa tão nobre como a nossa.

O que acham?
Podemos?

Paiva Junior
Editor-chefe, Revista Autismo -- Informação gerando ação
RevistaAutismo.com.br -- A primeira revista sobre autismo da América Latina
Siga-nos no Twitter: 
Agenda de eventos: http://goo.gl/ap4Tt

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Musicalidade

O final de semana foi 'musical' e muito especial para mim... fui a mais um show da minha cantora favorita de quem sou fã absoluta a 18 anos - ZIZI POSSI - e no domingo participei do 2º ENCONTRO dos ZIZIANOS que aconteceu em um local super 'secreto' e maravilhoso em SP para um almoço delicioso, divertido e maravilhoso com ela e na companhia dos amigos do BLOG que se auto-intitulam "Zizianos" e "Zizinet's"... só quem estava lá e faz parte desse seleto grupo para entender o que é fazer parte dele... mas enfim, Caroline quando soube que eu ia ao show queria IR também, tive que explicar que 'não podia' pois era um show numa casa de show, à noite, que criança não pode entrar, etc... ela se 'conformou', mas me pediu para trazer um 'autógrafo' para ela... feito...




Ela já guardou na gaveta de seus 'tesouros'... peguei só pra scanear e mostrar a vcs e já vou lá guardar... rsrsrs

Parte de nossa gostosa conversa foi transmitida 'ao vivo' pelo BLOG e hoje coloquei para ela ouvir... só que ERRO MEU pouco antes da hora do almoço que é super corrida e normalmente já estressante por sí só para ela... resultado: mais um 'piti'... ela queria OUVIR TUDO antes de sair para escola, mas realmente não dava... chorou, disse que não era mais minha amiga, fez todos os dramas e usou de todas as formas que 'ela conhece' para tentar me 'comover'... mas eu tinha que mandá-la pra escola e não adiantou explicar que ela ouviria depois que voltasse da escola, que estava 'gravado' e que ela podia escutar depois, enfim... foi escovar os dentes muito nervosa e tive que acalmá-la, mas tenho certeza que assim que chegar em casa ela vem pro computador e NADA desse mundo vai fazê-la sair daqui antes de ouvir TUDINHO, até o fim... :)

Essa é a minha Carol, que AMA A MÚSICA e não podia esperar que fosse diferente com a Zizi pois como eu disse ontem, ela escuta ZIZI desde que estava na minha barriga, gosta demais, reconhece a voz de imediato e agora tb quer ir aos shows... só posso esperar que a Zizi consiga fazer alguns shows DE DIA no SESC de SP como ela comentou que está tentando, assim posso levá-la !!!

sábado, 17 de julho de 2010

Naturopatia no tratamento do AUTISMO

Minha irmã mais velha está morando na Austrália a quase 4 anos... antes passou um ano na Nova Zelândia, mas é tudo ALI mesmo, na distante Oceania, que quando a gente procura no Globo Terrestre é literalmente 'do outro lado' do planeta Terra... mas enfim, ela fez uma dieta para emagrecer com uma NATUROPATA, até então nunca tinha ouvido este termo pq aqui no Brasil são usadas outras nomenclaturas (olha eu viajando de novo)... e gostou tanto de como foi tratada e como evoluiu bem o tratamento (ela perdeu 22 kg.) que agora tb está estudando para ser NATUROPATA, então agora conto com uma terapeuta particular dando dicas e informações 'preciosas' sobre ALIMENTAÇÃO NATURAL, ela vem passando dicas do que NÃO COMER, do que existe de nocivo no que comemos e dos hábitos que devemos mudar... assim abriu-se para mim mais uma frente de abordagem perante o AUTISMO tb...

Ontem ela me passou o link deste site do"Australian Institute of Holistic Medicine", o site está em inglês, se conseguir alguém para traduzir as informações principais vou postando por aqui...


Só para dar uma idéia do conteudo do site, vou postar um trecho do índice:

Introduction Page 2
What is Autism? Page 3
The digestive-immunological behavioural connection Page 5
Implications of vaccinations associated with autism Page 7
Antibiotics Page 8
Candidiasis Page 9
Secretin Page 11
Naturopathic perspective Page 12
Nutritional guidelines Page 14
Herbal medicines Page 18
Acupuncture Page 19
Homoeopathy Page 21

Leiam aproveitem mais esta dica e voltem para COMENTAR, ok !!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

05 de Maio de 2010 !!!

Hoje é o aniversário da CAROLINE... antes que este dia acabe, vim dizer que apesar de não ser muito 'blogueira', vou continuar postando notícias e informações sobre o autismo e sobre as dietas, andei sem tempo, sem inspiração, sem saber o que dizer, mas HOJE vou dizer aqui o que disse a pouco para ela na cama, depois de contar história e rezar...

Minha vida só ficou COMPLETA no dia que a Carol nasceu... foi com certeza um dos dias mais felizes da minha vida, e sempre será, não importa quantas felicidades Deus e a vida me dêem daqui pra frente, a grandeza do AMOR que sentí pela minha filhinha e o 'quanto' foi BOA a sua chegada, não dá nem pra descrever... só sei que dalí pra frente me sentí REPLETA, minha vida tinha sentido e eu tinha uma maravilhosa missão, a de ser mãe dela...

Hoje ela está tão bem, que parece que não tivemos dificuldades e frustrações, mas passou... muita coisa passou e muita passará pois ela SUPERA suas dificuldades com garra e a 'inocência' que outra criança da idade dela não tem mais, isso é bom e ruim, mas na maior parte do tempo eu agradeço a Deus por ela ser QUEM é E COMO é...

Essa é a minha Carol, simplesmente linda... 9 anos completos hoje !!!
Obrigada Deus... :)

quinta-feira, 18 de março de 2010

OVOS DE PÁSCOA SEM LACTOSE, GLUTEN e/ou SOJA (orgânicos)

Divulgando...



Já estão a venda no site www.sosalergia.com.br/loja os ovos de Páscoa tão esperados. A grande novidade é que todos são orgânicos.

Neste ano temos:
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten;
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten, sabor menta;
- ovos de Páscoa sem lactose, gluten e soja;
- ovos de Páscoa com chocolate de soja branco sem lactose e gluten (não orgânico);
- ovos de Páscoa de alfarroba sem lactose, açúcar, gluten e cacau (contém lecitina de soja);
- pirulitos e bombons de chocolates especiais;
- bombons de alfarroba;
- e muito mais!


Esta indicação veio da minha amiga Sônia de Jundiaí:

Diante de inúmeras solicitações recebidas através do site, a Ouro Moreno esta produzindo  Ovos para essa Páscoa 2010, sendo uma quantidade limitada.


Faça seu pedido direto com a fábrica através do e-mail : haroldocg@uol.com.br

Chocolate 100% Orgânico.
Peso: 250g
Preço: R$30,00/unid. + postagem sedex
Cond. pagto. : á vista

Agradecemos à atenção e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Feliz Páscoa!

Haroldo
11-3034.0852
11-7124.7520
 

ANVISA REGULAMENTA USO DE “DROGAS VEGETAIS”


Fique atento ao uso das "drogas vegetais"! Anvisa lança norma técnica para esclarecer o uso das ervas e como podemos alcançar seus benefícios.
 




Que atire a primeira pedra quem nunca tomou um chá para curar uma doença. Na hora da dor, vale tudo para espantar o baixo astral. E para estas “drogas vegetais”, a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - acaba de lançar uma norma técnica esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos.

Outra novidade da resolução diz respeito à segurança. A partir de agora as empresas vão precisar notificar a Agência sobre a fabricação, importação e comercialização desses medicamentos, no mínimo, de cinco em cinco anos. Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos como bactérias.
Confira algumas das recomendações da Anvisa para os produtos mais utilizados:

Alho: É um famoso expectorante e muita gente tem o hábito de usá-lo com água fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades terapêuticas, o ideal é deixá-lo macerar, ou seja, descansar em água à temperatura ambiente.

Arnica: Não utilizar por via oral, pois pode causar gastrenterites e distúrbios cardiovasculares.

Carqueja: Não utilizar em grávidas, pois pode promover contrações uterinas. Evitar o uso
concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.

Capim santo: Pode aumentar o efeito de medicamentos sedativos (calmantes).
Os interessados em receber as orientações contidas na nova norma devem procurar o INBRAVISA pelo email: gecom@inbravisa.com.br.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

COZINHA SEM GLÚTEN E SEM LEITE

Bem, já que não tenho publicado nada NOVO a mais de um mês (pura falta de 'inspiração'), vou indicar hoje o BLOG inspiradíssimo da minha amiga CLÁUDIA MARCELINO que está MARAVILHOSO !!!

Ela tem se dedicado a testar e publicar as receitas de TUDO QUE SE POSSA IMAGINAR de nossa alimentação habitual, só que na versão SEM GLÚTEN E SEM CASEÍNA (proteína do leite animal), e suas fotos tem me deixado com água na boca, vejam porque nestes exemplos (link direto do blog dela):


 
Panqueca sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ....


Pão sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ...


Pão de Linhaça sem Glúten e sem Leite

 
 Bolo de Abacaxi Decorado Sem Glúten e Sem Leite

 
 
Crepes ao Creme de Chocolate e Sorvete

 
 
Pizza Sem Glúten e Sem Leite

 ...

E tem MUITO mais, vai lá no blog dela ver, tem até o 'passo-a-passo' de várias receitas, mais fácil impossível... 

Os links abaixo levam direto ao BLOG  Cozinha sem glúten e sem leite...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O veneno no pão nosso de cada dia - CONTRA OS PESTICIDAS

Divulgando, ou como diz minha amada Zizi, 'multiplicando'...


O veneno no pão nosso de cada dia: aproveitamos o título da reportagem da revista Caros Amigos deste mês (abaixo) para chamar atenção para a importância de sua manifestação nas consultas públicas sobre a reavaliação toxicológica  de agrotóxicos no Brasil.
 
Como o próprio nome diz, a consulta é pública, aberta a toda a sociedade, não sendo necessário formação específica, vínculo institucional ou qualquer outro requisito. Basta enviar para os contatos abaixo sua posição exigindo do Poder Público seu direito a alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos (algumas organizações já se manifestaram e seus documentos (links abaixo) podem ser aproveitados, se houver interesse).
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA está propondo o banimento ou a restrição severa de diversos agrotóxicos, baseados em estudos científicos que demonstram seus danos à saúde. É claro que os interesses econômicos em jogo são pesados, e muitos pressionam para impedir que a Agência atue em defesa da saúde da população. Então, para que o interesse da sociedade prevaleça sobre o da indústria, é muito importante que os cidadãos e organizações manifestem apoio à reavaliação e ao banimento desses venenos.
 
IMPORTANTE: O prazo das manifestações às consultas públicas do endosulfan e do acefato se encerra dia 20 de dezembro.
 
Consulta Pública 90 – Fosmete: Inseticida que apresenta características neurotóxicas (danos ao sistema nervoso), sendo capaz de provocar a síndrome intermediária.

Consulta Pública 89 – Metamidofós: Inseticida proibido em diversos países. Apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e provoca toxicidade sobre o sistema endócrino (desregulação hormonal), reprodutor e desenvolvimento embriofetal.
 
Consulta Pública 88 – Triclorfom: Inseticida que apresenta características genotóxicas (alterações genéticas), imunotóxicas, teratogênicas, neurotóxicas, provocando hipoplasia cerebelar, provoca efeitos adversos sobre a reprodução e o sistema endócrino.
 
Consulta Pública 61 – Endossulfam: Acaricida proibido em diversos países. Apresenta características genotóxicas, neurotóxicas, danos ao sistema imunológico e provoca toxicidade endócrina ou alteração hormonal e toxicidade reprodutiva e malformações embriofetais.
 
Consulta Pública 60 – Acefato: Inseticida proibido em diversos países. Possui características genotóxicas, pode causar câncer e leva a distúrbios neuropsiquiátricos e cognitivos (dificuldades de aprendizagem).
 
As manifestações devem ser encaminhadas por escrito para o seguinte endereço:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050 ou Fax: (061)3462-5726 ou E-mail: toxicologia@anvisa.gov.br
Manifestação do Idec: http://pratoslimpos.org.br/?p=601
Manifestação da Terra de Direitos: http://tinyurl.com/terradedireitos
As notas técnicas produzidas pela Anvisa estão na internet: http://tinyurl.com/anvisa
--
 

O veneno no pão nosso de cada dia

Por Tatiana Merlino
 
O Brasil é líder mundial no uso de agrotóxico. As empresas transnacionais comemoram, enquanto o prejuízo fica para os trabalhadores rurais e os consumidores. Fotos Jesus Carlos
 
Do lado esquerdo da estrada de terra vermelha, uma cerca viva impede a visão da fazenda. Do lado direito, é diferente: é possível ver o pomar repleto de árvores de laranja, embora a maioria não dê mais frutos. A época da colheita já passou, foi em agosto. Estamos em outubro. Mais alguns metros percorridos de carro pela estrada da área rural do município de Lucianópolis, interior paulista, ouve-se um som vindo por detrás do pomar. Parece o ronco de um motor. Descemos do carro e cruzamos o limite da fazenda. O som se aproxima. Primeiro quarteirão, nada, segundo, terceiro, quarto. Lá pelo quinto quarteirão de árvores o barulho fica forte e avistamos o trator vermelho,
pilotado por um homem que pulveriza um produto no laranjal. É Luiz Andrade de Souza, que trabalha e mora com a família na fazenda. Ele trabalha sem nenhum Equipamento de Proteção Individual – EPI, dispositivo exigido pela legislação do Ministério do Trabalho para a aplicação de defensivos agrícolas.
 
Luiz Andrade é uma vítima potencial de problemas de saúde decorrentes da manipulação dos agrotóxicos. De acordo com dados divulgados no começo de novembro pelo Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve, em 2006, pelo menos 25.008 casos de intoxicação de agricultores. Os dados também indicam que herbicidas, fungicidas e inseticidas foram usados em 1,396 milhão de fazendas.
 
A pesquisa mostra que mais de 1,5 milhão, das 5,2 milhões de propriedades rurais do país, utiliza agrotóxicos. E que 56% destas não recebem orientação técnica. A aplicação manual dos venenos, por meio do pulverizador costal – que é o equipamento que apresenta maior potencial de exposição aos agrotóxicos – é a mais utilizada, presente
em 70,7% dos estabelecimentos agrícolas que fazem uso de algum tipo de defensivo. O Censo aponta também que 20% (296 mil) destas propriedades não utilizam proteção  individual. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais aplica agrotóxicos, com 273 mil propriedades.
 
Campeão mundial
Tal cenário é do país que, em 2008, foi “consagrado” com o título de campeão mundial de uso de agrotóxicos. Foram 673.862 toneladas de defensivos, o equivalente a cerca de 4 quilos por habitante. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindag), o faturamento da indústria química no ano passado no Brasil foi de
US$ 7,125 bilhões, valor superior aos US$ 6,6 bilhões do mesmo setor dos Estados Unidos. Atreladas ao tamanho da área plantada, as maiores aplicações se deram nas culturas de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.
 
De acordo com Gabriel Fernandes, da organização não governamental Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), tais números deveriam servir “como um grande sinal de alerta que indica a falência do modelo agrícola das monoculturas. Quanto mais veneno se usa, maior será o desequilíbrio ambiental. E quanto maior o desequilíbrio ambiental, mais veneno se usa”.
 
As consequências do uso dos agrotóxicos são inúmeras: coloca-se a saúde dos trabalhadores e consumidores em risco, e se contaminam o solo e a água. No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”, explica a médica Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).
 
De acordo com ela, os efeitos crônicos são mais difíceis de se identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascido com baixo peso, cânceres – especialmente os linfomas –, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese – que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita –, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas. É um amplo leque de patologias”, explica.
 
Dor de cabeça, olhos ardendo
Quem tem como rotina receber denúncias de trabalhadores reclamando de problemas de saúde decorrentes do manuseio de agrotóxicos é Abel Barreto, presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina, cidade paulista localizada na região de Bauru. “Temos muita reclamação de gente que vai trabalhar na laranja e se sente mal. Eles ligam e dizem: ‘Estamos aqui trabalhando na laranja e o trator está na rua de cima passando veneno’. A maioria fala em dor de cabeça e ardor nos olhos”, relata.
 
Um dos casos que chegou ao sindicato de Duartina foi o das trabalhadoras Lindalva Zulian, de 38 anos, Rosimeire de Araujo, de 35, e Janaína Silva, de 25. As três trabalhavam numa fazenda de laranja no setor de inspeção, buscando localizar as plantas doentes para serem eliminadas.
 
Nascida em Duartina, Lindalva morou em São Paulo por muitos anos. Mas, nos últimos cinco, trabalhava em fazendas de laranja, alternando as funções de colheita e inspeção. O emprego, no entanto, rendeu-lhe problemas de saúde. Durante uma manhã do mês de junho deste ano, Lindalva e suas colegas faziam inspeção numa fazenda de laranja na
cidade paulista de Espírito Santo do Turvo, quando o trator que aplica veneno passou pulverizando a mesma quadra onde as mulheres trabalhavam. “Eu comecei a ter tontura, dor de cabeça, ânsia de vomito. Comecei a chorar de tanta dor. As outras também começaram a vomitar”. Depois de muita insistência, o funcionário da fazenda atendeu o pedido de levar as mulheres ao hospital. “A dor de cabeça era demais, muita ânsia de vomito, o nariz e a boca queimavam por dentro. Falta de ar, não conseguíamos respirar. Na hora, o médico disse: ‘tira essa roupa, toma um banho, nem eu estou aguentando
o cheiro de vocês’. A gente estava toda envenenada”. As mulheres ficaram três dias internadas, e, quando tiveram alta, foram dispensadas pela fazenda. “O médico falou que a gente tinha que fazer tratamento, que não podia voltar a trabalhar onde tinha veneno dentro de três meses”.
 
Desde então, Lindalva está sem trabalhar. “Não posso mais com o cheiro de veneno. Qualquer coisa já começa a me queimar o nariz, me dá tontura e a cabeça começa a doer. O médico disse que a gente pode ter sintoma dentro de vários anos, que pode aparecer algum tipo de doença porque fica tudo no sangue. A gente não sentiu só o cheiro, a gente inalou mesmo”.
 
Assim como Lindalva, Rosemeire também não voltou a trabalhar. “Não quero nem ver laranja”, diz. Já Janaína voltou para a colheita. “Não tem jeito, tenho que trabalhar. Mas até hoje eu sinto muita dor nos olhos. Nossa, quando eu forço a vista, dói para caramba”, diz, tentando segurar seu filho, que brinca com o gravador da reportagem.
 
Lista negra
Apesar de terem denunciado o caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público, as mulheres estavam receosas de dar entrevista e serem perseguidas depois. “O medo é de entrar para a ‘lista negra’ das fazendas e nunca mais conseguirem emprego”, relata Abel Barreto, presidente do sindicato de Duartina. Segundo ele, a região é dominada por Cutrale, Coimbra, Citrosuco e Citrovita, as quatro maiores empresas do setor de citricultura. “Se você for nas fazendas dessas empresas, vai ver todo mundo com equipamento de proteção. O problema é que a precariedade está nas fazendas que fornecem laranja para elas. Essa é a maneira de se isentarem de ficar com o nome sujo”, alerta.
 
O sindicalista aponta que uma das dificuldades para sistematizar as denúncias de intoxicação por agrotóxicos ocorre porque, quando as empresas têm equipe médica na fazenda, “muitas vezes os profissionais escondem os exames dos trabalhadores, dão um atestado de um dia quando deviam dar de dois”, explica. “E mesmo alguns médicos da cidade cedem à pressão das fazendas e amenizam os problemas, argumentando com a gente que as empresas são responsáveis por milhares de empregos”, relata.
 
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos equipamentos de proteção individual, a aplicação não é segura. “Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de ‘uso seguro de agrotóxicos’, mesmo que eu esteja falando isso com várias aspas de cada lado, porque eu não acredito nessa possibilidade”, explica Raquel. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de reentrada” após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área. “Para alguns venenos, o tempo é de três horas; para outros, são sete dias, isso varia. E quando a gente pergunta aos trabalhadores como se trabalha com esse período, que é uma exigência da legislação trabalhista, eles dizem que isso não é respeitado pelas empresas”.
 
Além disso, segundo a médica, a segurança dos equipamentos de proteção individual é muito relativa. “Eles são muito desconfortáveis e, quanto mais baratos, mais mal acabados. Incomodam, espetam, arranham. Nos climas quentes, são ainda mais difíceis de usar. É também muito complicado para as indústrias estabelecerem o ritmo correto da troca dos filtros das máscaras”, avalia. Outro problema recorrente é a absorção dos produtos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, ele deveria ser lavado pela empresa. A família corre grandes riscos de ficar contaminada. Essa proposta do uso seguro é muito relativa”, alerta Raquel.
 
Exemplo dos limites do “uso seguro” dos agrotóxicos é o trabalhador Paulo Sérgio, morador de Duartina. Aos 37 anos, muitos de corte da cana e cinco de colheita de laranja, ele teve uma experiência complicada recentemente. Contratado pela empresa de laranja Coimbra para aplicar defensivos agrícolas, no terceiro dia de trabalho, ao aplicar o veneno Temic, Paulo passou mal. “Eu estava com todos os EPIs”. Mesmo assim, os equipamentos não impediram que o trabalhador sentisse muita ânsia de vômito, aumento da salivação e dor de cabeça. “Passei no médico e ele disse que eu estava intoxicado”, conta.
 
Tatiana Merlino é jornalista
tatianamerlino@carosamigos.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PIZZA ORGÂNICA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, EBAAAAAA !!!!

Destaque na região, pizza orgânica agrega saúde e valores sustentáveis
03/12/2009 - 17h05 (Deniele Simões)
Imagem(s): Lucas Lacaz Ruiz / A13

Cardápio é elaborado com produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e conservantes


Farinha integral e sal marinho. Esses são os ingredientes básicos de uma massa de pizza orgânica servida em São José dos Campos. Exclusividade na região, a iguaria tem a vantagem de ser confeccionada à base de produtos orgânicos, sem uso de agrotóxicos ou conservantes.

“É tudo natural”, explica o chef Alexandre Zanella, proprietário do Quiosque Philosofy, restaurante especializado em alimentação orgânica em São José e pioneiro na região.

Aberto há pouco mais de oito meses, o restaurante trabalha o conceito de alimentação orgânica como forma de preservação não só à saúde, como ao meio ambiente, agregando valores aos produtos comercializados.

“Começamos como um café estilo europeu, depois passamos a abrir para o almoço, fomos incrementando o cardápio e conseguimos conquistar nosso público na região”, conta Zanella.

Massa da pizza é confeccionada com farinha integral orgânica


Para montar o negócio, Zanella se utilizou do know how adquirido em três anos como chef de cuisine em Londres e como proprietário de um quiosque em Florianópolis (SC).

A ideia de se especializar apenas em orgânicos está relacionada aos valores que esse tipo de produto agrega. De acordo com o chef, os alimentos orgânicos geram uma espécie de ciclo que movimenta a comunidade local.

Além da isenção de agrotóxicos, os alimentos usados no cardápio são produzidos na própria região, contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa gerados pelo transporte da produção.

Parte dos alimentos é produzida em duas hortas que ficam em um sítio no distrito de São Francisco Xavier. A produção de frango também é artesanal e isenta de hormônios e outros componentes químicos. Os produtos também vêm de fornecedores da cidade de Monteiro Lobato,que fica próxima a São José.

Sabores e texturas


Dados da Fundação Agricultura & Ecologia da Alemanha (SOEL) apontam que a produção de orgânicos tem crescido a cada ano no país.

A tendência observada fez aumentar não só o número de produtos orgânicos nas feiras livres como também nas gôndolas dos supermercados, em função dos valores agregados, que vão desde o bem-estar para o consumidor, passando pelo gosto apurado e pelos benefícios ao meio ambiente.

Molho é fabricado com tomates orgânicos

Zanella destaca que o sabor e a textura dos orgânicos realmente fazem diferença para quem come, principalmente quando a pessoa já está acostumada a esse tipo de produto. As raízes como a batata, por exemplo, são mais tenras. Já produtos como brócoles e couve-flor são mais firmes.

Pizza orgânica


Com preço médio de R$ 30, a pizza orgânica com massa integral é confeccionada à base produtos naturais e tem várias opções de sabores.

Nesta quinta-feira (3), a partir das 19 horas, acontecerá um happy hour especial com a iguaria no cardápio, que poderá ser conferida nas versões franco com parmesão, shitake com mussarela de búfala, vegetariana, ou de acordo com a preferência do freguês.

O happy hour terá ainda apresentação musical de Tiago Vianna (violão instrumental), Regina Sacilloto (viola) e Caniba (gaita e flauta).

Com relação às bebidas alcoólicas orgânicas, elas ainda não foram totalmente incorporadas ao cardápio do quiosque, mas a intenção é implementar a novidade em breve.

Por enquanto, a casa trabalha com licores de limão siciliano e laranja, produzidos na comunidade de São Francisco Xavier, mas em breve deverá começar a trabalhar com cervejas artesanais.

O quiosque Philosofy fica no bairro Jardim Maringá, em São José. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3322-4692.

 
 

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Corantes e Aditivos Químicos x DDAH e Autismo


As matérias são de 2007, mas vale a pena reproduzí-las aqui...

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Corantes podem causar hiperatividade em crianças, diz estudo
06/09/2007 - 9h22m

Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu q corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.

O estudo - encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet - oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de 3, 8 e 9 anos de idade.

Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.

Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.

O grupo q ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve "efeitos adversos significativos" em comparação com o q bebeu o placebo.

O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.

"No entanto, os pais não devem achar q é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida", explicou ele. "Sabemos q há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um q a criança pode evitar."

Entre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.

Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.

Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade. 

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Conservante artificial usado em refrigerante aumenta a hiperatividade nas crianças
06/09/2007 - 12:55:02

Estudo mostra que entre as substâncias prejudiciais estão conservantes utilizado em refrigerantes como Pepsi, Fanta e Sprite e corantes artificiais presentes em muitas balas e doces


Os corantes e aditivos artificiais utilizados normalmente em produtos alimentícios infantis exacerbam a hiperatividade nas crianças, inclusive naquelas que não sofrem do transtorno, segundo um artigo publicado hoje na revista médica "The Lancet".

Um grupo de cientistas da Universidade de Southampton (sul da Inglaterra) estudou os efeitos dos aditivos nas alterações do comportamento infantil em um grupo de quase 300 crianças - 153 delas de 3 anos e outras 144 de 8 e 9 anos.

As crianças receberam em alguns casos duas misturas de bebidas diferentes que incluíam diferentes aditivos e em outros, um placebo.

Entre as substâncias estão o conservante benzoato de sódio (E211), utilizado em refrigerantes como "Pepsi Max", "Fanta" e "Sprite", e os corantes artificiais E110, E102, E122, E124, E129 e E104, presentes em muitas balas e doces consumidos diariamente pelas crianças britânicas.

O E110, por exemplo, é utilizado no salgadinho "Doritos" e o E122 na "Fanta".

Essa não foi a primeira pesquisa a estabelecer ligação entre os aditivos e a hiperatividade nas crianças, mas desta vez foram estudados maiores de três anos e nem todos sofriam com o transtorno de conduta.

Os especialistas detectaram indícios de hiperatividade nas crianças que tinham consumido as bebidas que incluíam aditivos, como um comportamento inquieto, perda de concentração, incapacidade para brincar com só um brinquedo ou completar uma tarefa e passaram a falar muito.

A mistura A, que incluía maiores níveis de aditivos, causou "significativos efeitos adversos" em todas as crianças de três anos, que, no entanto, reagiram de forma mais variável à mistura B, que continha a média diária de aditivos consumidos pelas crianças britânicas.

As crianças mais velhas mostraram um significativo efeito adverso quando tomavam uma ou outra combinação.

A Agência de Controle Alimentício britânica (FSA, na sigla em inglês) rejeitou os apelos à proibição desses aditivos, mas fez uma advertência aos pais sobre os riscos desses ingredientes se seus filhos mostrarem indícios de hiperatividade.

A FSA assegura que cabe às autoridades da União Européia legislar sobre os aditivos.

Na apresentação dos resultados do relatório, o diretor da pesquisa, Jim Stevenson, considerou que poderiam ser tomadas medidas rápidas contra os corantes artificiais, mas que levaria mais tempo para eliminar o uso do benzoato de sódio como conservante.

O negócio mundial de aditivos está avaliado em mais de US$ 25 bilhões anuais, segundo o jornal britânico "The Guardian".

 Agência EFE

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Audiência Pública em Brasília - Pelos direitos dos AUTISTAS

COMISSÕES / Direitos Humanos - 24/11/2009 - 15h18
Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo

Matéria retificada em 25/11/2009 às 12h50

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores - para tratar pessoas com autismo. 

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a  teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.


Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97671&codAplicativo=2 

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Os amigos que estiveram presentes comentaram:

"Compuseram a mesa o senador Paulo Paim, ladeado pela Julceli representando a Adefa, a Berenice, tb da Adefa representando as mães, a presidente da entidade Mão Amiga, Iranice, uma pesquisadora biomédica, mestranda da Universidade Federal Fluminense, uma assistente social  que trabalha na Baixada Fluminense com crianças vítimas de violência, e o nosso conhecido Ulisses, militar e pai de autista. 

A Sessão teve início com o tenor autista e deficiente visual Saulo Laucas, do RJ, cantando Ave Maria,  fantástico! A seguir, todos fizeram suas exposições e apresentações, muito esclarecedoras cada um na sua área. Ainda foram autorizados a usar a palavra a psicóloga Sandra, tia de autista e dona da Metamorfose, primeira escola no Brasil para autistas e TID com um foco muito interessante, inclusive com a dieta SGSC e que segundo ela tem tido resultados muito promissores; a representante da AMA da Bahia, uma grande batalhadora pela causa do autista em seu estado chamada Rita Valéria, um pai e uma avó do Distrito Federal representando entidades locais, o pai do Saulo Laucas que emocionou a todos, pois Saulo é um estudioso de línguas, domina 4 diferentes idiomas e sabe tudo sobre a reforma ortográfica brasileira, e um jovem de 15 anos do DF chamado Augusto, com Sindrome de Aspenger, um rapaz superdotado que deu seu depoimento ingênuo sobre sua experiência escolar e sua ânsia de estar sempre aprendendo mais e mais. Também fizeram uso da palavra o Presidente da Associação Brasileira de Autismo, uma instituição que parece ter sido criada e ainda funciona pelo que entendi no Amazonas, e o deputado estadual Audir Santana do RJ, que presidiu a sessão da Alerj no RJ, no último dia 17/11/09.

Foi segundo o Senador, a audiência pública mais emocionante que ele participou em seus mais de 20 anos como parlamentar. Pode parecer até palavra de político, mas eu acredito que ele foi sincero pois não teve quem não se emocionasse. Tivemos pais e mães de vários estados brasileiros: Alagoas, Amazonas,  Bahia, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e... não  me lembro mais de nenhum...

Precisamos saber quando  esta sessão exibida pela tv Senado que gravou tudo.


O Senador  se comprometeu a receber um projeto de lei elaborado pelas instituições envolvidas com a causa para que o mesmo  fosse um encaminhamento supra partidário, do qual ele seria o relator e praticamente garantiu na comissão dos direitos humanos , não entendo bem a dinâmica da casa,  aprovaria por unanimidade e encaminharia para a plenária.

Vamos aguardar que bons tempos venham para as nossas crianças autistas brasileiras,  pois como disse sabiamente  a Berenice, quando se é mãe de uma criança autista,  acabamos nos tornando mães de todos os autistas, pois nossa preocupação passa a ser não só com a nossa criança, mas com todas aquelas que encontramos com as mesmas dificuldades que enfrentamos.

É muito difícil transmitir emoção, por isso espero ter rapidamente relatado um pouco do que vivemos nesse 24/11 em Brasília. Um dia para guardar pra sempre na memória.

Rita Maura Boarin - mãe da Nicole 4 anos e 4 meses
Anápolis / GO
"
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"Pessoal,

Estive ontem na audiência em Brasília, desculpe não escrever antes, pois estava exausta, cheguei em São Paulo depois da 12:00 horas e passei o dia pondo as coisas em ordem.

Como a Rita já disse, foi muito, muito emocionante. Cada depoimento, cada relato, cada vídeo fazia brotar em todos rios de lágrimas. Não precisa dizer que chorei o tempo todo!!!

Quero parabenizar a associação ADEFA do Rio de Janeiro e dizer que todos estão de parabéns pela organização e luta. Sou de São Paulo e não conheco as pessoas pelo nome, mas posso dizer que o Ulisses é um homem de valor e que possui luz própria, qualquer palavra que disser dele será redundante. Não poderia deixar de mencionar outras pessoas que também marcaram este acontecimento, a Berenice, a Sandra, a Presidente da ADEFA, a representante da AMA da Bahia (pessoa maravilhosa e encantadora) que deixaram seu brilho em nossos corações. Demais, pais, avós, tios, irmãos que estavam presentes e coloriram aquela comissão com sua garra e força. É claro não poderia deixar de mencionar o Saulo, que nos encantou com sua voz e sua trajetória de vida. AH! o Luiz (irmão das gêmeas, nossas companheiras) é uma graça, ganhei um beijo dele. É um guerreiro, pois aguentou quatro horas de sessão! Um fofo!. Parabéns à famíllia pela vida dele. Outros autistas estavam presentes também.

o Senador Paulo Paim ficou muito sensibilizado com a nossa causa e dirigiu a sessão de forma humana e respeitável, dando a palavra a todos que quiseram expor sua trajetória. Foi um debate muito aberto e justo.

Acho importante relatar que o Ministério da Saúde mandou uma representante para acompanhar a audiência. Ela anotou tudo o que foi dito (sentou-se ao meu lado, pensei que era uma mãe, e só no final fiquei sabendo quem era). É claro que tentou dizer que algumas coisas já estavam sendo feitas, mas reconheceu a incapacidade do governo em solucionar o problema.

Foi dado um passo muito importante para a luta e reconhecimento de que é preciso que as autoridade façam alguma coisa. Nos foi dado um espaço para discussão e exposição de nossos problemas. É um marco histórico, com certeza. As associações presentes ficaram de encaminhar um projeto de lei para o Senador Paulo Paim apresentar na comissão de Direitos Humanos do Senado.

Contudo, quero fazer uma pequena reflexão a respeito, sei que o que vou falar é muito técnico e muitos não entenderão, mas acho que é relevante.

Sou profissional da área e sei que apenas uma lei não resolve o problema. Há inúmeras leis sem qualquer eficácia, ou seja, elas não são postas em prática por absoluta impossibilidade, quer porque esbarram na compatibilidade com a Constituição (famosa inconstitucionalidade), quer porque são vagas e dependem de decretos e regulamentação que nunca é feita ou simplesmente porque apenas declaram direitos, sem estabelecer a forma de exercê-los.

Então, ao que parece, não estou bem certa porque não participei da elaboração da pauta de reivindicação, nosso pleito não se limita a eventual declaração de direitos, já que a maioria deles estão estampados no próprio texto constitucional (como direito a saude, educação, igualdade, etc...). Queremos a implantação de uma política pública de tratamento do autismo. Isto implica, necessariamente, criação de órgãos na administração, Centros de tratamento, orçamento para pesquisa, acompanhamento familiar, adaptação de curriculo e formas de avaliação diferenciada, fomentar a formação de profissionais na área da saúde capazes de realizarem o diagnóstico precoce, publicidade em massa (a ser feita pelo governo) do que é o autismo e que é tratavél. Enfim, muitas reivindicações que implicam em DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS. Por isso, eventual projeto de lei que implique em despesas deve ser de iniciativa do CHEFE DO PODER EXECUTIVO (União, Estados e Municípios) - artigo 61 da Constituição Federal, sob pena de ser declarado inconstitucional por vício de iniciativa. E ai não tem jeito mesmo, é inconstitucional e pronto, mesmo que seja uma lei justa, necessária, humana e imprescindível. Não há perdão para o vício da inconstitucionalidade.
Por isso, acho que nossa jornada somente começou e, para não morrer em nada, temos que URGENTE, conseguir uma audiência, com nada mais que nada menos com o Presidente da República. Não sei como fazer isso. Acho que é uma tarefa para o Ulisses (não fique bravo comigo) ou para quem conseguiu o contato com o Senador Paulo Paim.

Gente, este é um entendimento meu, que sou do ramo e de meu esposo. Acho que precisamos conversar com outras pessoas que possuem entendimento e perguntar a opinião deles.

Sei que é complicado, mas não quero apenas uma lei para pendurar na parede. Acho que todos querem uma lei que tenha o mínimo de eficácia, capaz de modificar a vida de muitas pessoas.

Fiquei com o e-mail do advogado que está redigindo o projeto de lei, vou entrar em contato com ele. Por favor, se alguém tem contato com a direção da ADEFA e puder passar este e-mail eu agradeço.

Acho que já falei bastante. É um assunto chato, direito, leis...

Vou passar este email para todos os grupos que faço parte.

Abraços

Nara "