quinta-feira, 18 de março de 2010

OVOS DE PÁSCOA SEM LACTOSE, GLUTEN e/ou SOJA (orgânicos)

Divulgando...



Já estão a venda no site www.sosalergia.com.br/loja os ovos de Páscoa tão esperados. A grande novidade é que todos são orgânicos.

Neste ano temos:
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten;
- ovos de Páscoa sem lactose e gluten, sabor menta;
- ovos de Páscoa sem lactose, gluten e soja;
- ovos de Páscoa com chocolate de soja branco sem lactose e gluten (não orgânico);
- ovos de Páscoa de alfarroba sem lactose, açúcar, gluten e cacau (contém lecitina de soja);
- pirulitos e bombons de chocolates especiais;
- bombons de alfarroba;
- e muito mais!


Esta indicação veio da minha amiga Sônia de Jundiaí:

Diante de inúmeras solicitações recebidas através do site, a Ouro Moreno esta produzindo  Ovos para essa Páscoa 2010, sendo uma quantidade limitada.


Faça seu pedido direto com a fábrica através do e-mail : haroldocg@uol.com.br

Chocolate 100% Orgânico.
Peso: 250g
Preço: R$30,00/unid. + postagem sedex
Cond. pagto. : á vista

Agradecemos à atenção e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Feliz Páscoa!

Haroldo
11-3034.0852
11-7124.7520
 

ANVISA REGULAMENTA USO DE “DROGAS VEGETAIS”


Fique atento ao uso das "drogas vegetais"! Anvisa lança norma técnica para esclarecer o uso das ervas e como podemos alcançar seus benefícios.
 




Que atire a primeira pedra quem nunca tomou um chá para curar uma doença. Na hora da dor, vale tudo para espantar o baixo astral. E para estas “drogas vegetais”, a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - acaba de lançar uma norma técnica esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos.

Outra novidade da resolução diz respeito à segurança. A partir de agora as empresas vão precisar notificar a Agência sobre a fabricação, importação e comercialização desses medicamentos, no mínimo, de cinco em cinco anos. Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos como bactérias.
Confira algumas das recomendações da Anvisa para os produtos mais utilizados:

Alho: É um famoso expectorante e muita gente tem o hábito de usá-lo com água fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades terapêuticas, o ideal é deixá-lo macerar, ou seja, descansar em água à temperatura ambiente.

Arnica: Não utilizar por via oral, pois pode causar gastrenterites e distúrbios cardiovasculares.

Carqueja: Não utilizar em grávidas, pois pode promover contrações uterinas. Evitar o uso
concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.

Capim santo: Pode aumentar o efeito de medicamentos sedativos (calmantes).
Os interessados em receber as orientações contidas na nova norma devem procurar o INBRAVISA pelo email: gecom@inbravisa.com.br.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

COZINHA SEM GLÚTEN E SEM LEITE

Bem, já que não tenho publicado nada NOVO a mais de um mês (pura falta de 'inspiração'), vou indicar hoje o BLOG inspiradíssimo da minha amiga CLÁUDIA MARCELINO que está MARAVILHOSO !!!

Ela tem se dedicado a testar e publicar as receitas de TUDO QUE SE POSSA IMAGINAR de nossa alimentação habitual, só que na versão SEM GLÚTEN E SEM CASEÍNA (proteína do leite animal), e suas fotos tem me deixado com água na boca, vejam porque nestes exemplos (link direto do blog dela):


 
Panqueca sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ....


Pão sem glúten, sem leite, sem ovos, sem soja, sem milho ...


Pão de Linhaça sem Glúten e sem Leite

 
 Bolo de Abacaxi Decorado Sem Glúten e Sem Leite

 
 
Crepes ao Creme de Chocolate e Sorvete

 
 
Pizza Sem Glúten e Sem Leite

 ...

E tem MUITO mais, vai lá no blog dela ver, tem até o 'passo-a-passo' de várias receitas, mais fácil impossível... 

Os links abaixo levam direto ao BLOG  Cozinha sem glúten e sem leite...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O veneno no pão nosso de cada dia - CONTRA OS PESTICIDAS

Divulgando, ou como diz minha amada Zizi, 'multiplicando'...


O veneno no pão nosso de cada dia: aproveitamos o título da reportagem da revista Caros Amigos deste mês (abaixo) para chamar atenção para a importância de sua manifestação nas consultas públicas sobre a reavaliação toxicológica  de agrotóxicos no Brasil.
 
Como o próprio nome diz, a consulta é pública, aberta a toda a sociedade, não sendo necessário formação específica, vínculo institucional ou qualquer outro requisito. Basta enviar para os contatos abaixo sua posição exigindo do Poder Público seu direito a alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos (algumas organizações já se manifestaram e seus documentos (links abaixo) podem ser aproveitados, se houver interesse).
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA está propondo o banimento ou a restrição severa de diversos agrotóxicos, baseados em estudos científicos que demonstram seus danos à saúde. É claro que os interesses econômicos em jogo são pesados, e muitos pressionam para impedir que a Agência atue em defesa da saúde da população. Então, para que o interesse da sociedade prevaleça sobre o da indústria, é muito importante que os cidadãos e organizações manifestem apoio à reavaliação e ao banimento desses venenos.
 
IMPORTANTE: O prazo das manifestações às consultas públicas do endosulfan e do acefato se encerra dia 20 de dezembro.
 
Consulta Pública 90 – Fosmete: Inseticida que apresenta características neurotóxicas (danos ao sistema nervoso), sendo capaz de provocar a síndrome intermediária.

Consulta Pública 89 – Metamidofós: Inseticida proibido em diversos países. Apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e provoca toxicidade sobre o sistema endócrino (desregulação hormonal), reprodutor e desenvolvimento embriofetal.
 
Consulta Pública 88 – Triclorfom: Inseticida que apresenta características genotóxicas (alterações genéticas), imunotóxicas, teratogênicas, neurotóxicas, provocando hipoplasia cerebelar, provoca efeitos adversos sobre a reprodução e o sistema endócrino.
 
Consulta Pública 61 – Endossulfam: Acaricida proibido em diversos países. Apresenta características genotóxicas, neurotóxicas, danos ao sistema imunológico e provoca toxicidade endócrina ou alteração hormonal e toxicidade reprodutiva e malformações embriofetais.
 
Consulta Pública 60 – Acefato: Inseticida proibido em diversos países. Possui características genotóxicas, pode causar câncer e leva a distúrbios neuropsiquiátricos e cognitivos (dificuldades de aprendizagem).
 
As manifestações devem ser encaminhadas por escrito para o seguinte endereço:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050 ou Fax: (061)3462-5726 ou E-mail: toxicologia@anvisa.gov.br
Manifestação do Idec: http://pratoslimpos.org.br/?p=601
Manifestação da Terra de Direitos: http://tinyurl.com/terradedireitos
As notas técnicas produzidas pela Anvisa estão na internet: http://tinyurl.com/anvisa
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O veneno no pão nosso de cada dia

Por Tatiana Merlino
 
O Brasil é líder mundial no uso de agrotóxico. As empresas transnacionais comemoram, enquanto o prejuízo fica para os trabalhadores rurais e os consumidores. Fotos Jesus Carlos
 
Do lado esquerdo da estrada de terra vermelha, uma cerca viva impede a visão da fazenda. Do lado direito, é diferente: é possível ver o pomar repleto de árvores de laranja, embora a maioria não dê mais frutos. A época da colheita já passou, foi em agosto. Estamos em outubro. Mais alguns metros percorridos de carro pela estrada da área rural do município de Lucianópolis, interior paulista, ouve-se um som vindo por detrás do pomar. Parece o ronco de um motor. Descemos do carro e cruzamos o limite da fazenda. O som se aproxima. Primeiro quarteirão, nada, segundo, terceiro, quarto. Lá pelo quinto quarteirão de árvores o barulho fica forte e avistamos o trator vermelho,
pilotado por um homem que pulveriza um produto no laranjal. É Luiz Andrade de Souza, que trabalha e mora com a família na fazenda. Ele trabalha sem nenhum Equipamento de Proteção Individual – EPI, dispositivo exigido pela legislação do Ministério do Trabalho para a aplicação de defensivos agrícolas.
 
Luiz Andrade é uma vítima potencial de problemas de saúde decorrentes da manipulação dos agrotóxicos. De acordo com dados divulgados no começo de novembro pelo Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve, em 2006, pelo menos 25.008 casos de intoxicação de agricultores. Os dados também indicam que herbicidas, fungicidas e inseticidas foram usados em 1,396 milhão de fazendas.
 
A pesquisa mostra que mais de 1,5 milhão, das 5,2 milhões de propriedades rurais do país, utiliza agrotóxicos. E que 56% destas não recebem orientação técnica. A aplicação manual dos venenos, por meio do pulverizador costal – que é o equipamento que apresenta maior potencial de exposição aos agrotóxicos – é a mais utilizada, presente
em 70,7% dos estabelecimentos agrícolas que fazem uso de algum tipo de defensivo. O Censo aponta também que 20% (296 mil) destas propriedades não utilizam proteção  individual. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais aplica agrotóxicos, com 273 mil propriedades.
 
Campeão mundial
Tal cenário é do país que, em 2008, foi “consagrado” com o título de campeão mundial de uso de agrotóxicos. Foram 673.862 toneladas de defensivos, o equivalente a cerca de 4 quilos por habitante. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindag), o faturamento da indústria química no ano passado no Brasil foi de
US$ 7,125 bilhões, valor superior aos US$ 6,6 bilhões do mesmo setor dos Estados Unidos. Atreladas ao tamanho da área plantada, as maiores aplicações se deram nas culturas de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.
 
De acordo com Gabriel Fernandes, da organização não governamental Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), tais números deveriam servir “como um grande sinal de alerta que indica a falência do modelo agrícola das monoculturas. Quanto mais veneno se usa, maior será o desequilíbrio ambiental. E quanto maior o desequilíbrio ambiental, mais veneno se usa”.
 
As consequências do uso dos agrotóxicos são inúmeras: coloca-se a saúde dos trabalhadores e consumidores em risco, e se contaminam o solo e a água. No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”, explica a médica Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).
 
De acordo com ela, os efeitos crônicos são mais difíceis de se identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascido com baixo peso, cânceres – especialmente os linfomas –, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese – que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita –, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas. É um amplo leque de patologias”, explica.
 
Dor de cabeça, olhos ardendo
Quem tem como rotina receber denúncias de trabalhadores reclamando de problemas de saúde decorrentes do manuseio de agrotóxicos é Abel Barreto, presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina, cidade paulista localizada na região de Bauru. “Temos muita reclamação de gente que vai trabalhar na laranja e se sente mal. Eles ligam e dizem: ‘Estamos aqui trabalhando na laranja e o trator está na rua de cima passando veneno’. A maioria fala em dor de cabeça e ardor nos olhos”, relata.
 
Um dos casos que chegou ao sindicato de Duartina foi o das trabalhadoras Lindalva Zulian, de 38 anos, Rosimeire de Araujo, de 35, e Janaína Silva, de 25. As três trabalhavam numa fazenda de laranja no setor de inspeção, buscando localizar as plantas doentes para serem eliminadas.
 
Nascida em Duartina, Lindalva morou em São Paulo por muitos anos. Mas, nos últimos cinco, trabalhava em fazendas de laranja, alternando as funções de colheita e inspeção. O emprego, no entanto, rendeu-lhe problemas de saúde. Durante uma manhã do mês de junho deste ano, Lindalva e suas colegas faziam inspeção numa fazenda de laranja na
cidade paulista de Espírito Santo do Turvo, quando o trator que aplica veneno passou pulverizando a mesma quadra onde as mulheres trabalhavam. “Eu comecei a ter tontura, dor de cabeça, ânsia de vomito. Comecei a chorar de tanta dor. As outras também começaram a vomitar”. Depois de muita insistência, o funcionário da fazenda atendeu o pedido de levar as mulheres ao hospital. “A dor de cabeça era demais, muita ânsia de vomito, o nariz e a boca queimavam por dentro. Falta de ar, não conseguíamos respirar. Na hora, o médico disse: ‘tira essa roupa, toma um banho, nem eu estou aguentando
o cheiro de vocês’. A gente estava toda envenenada”. As mulheres ficaram três dias internadas, e, quando tiveram alta, foram dispensadas pela fazenda. “O médico falou que a gente tinha que fazer tratamento, que não podia voltar a trabalhar onde tinha veneno dentro de três meses”.
 
Desde então, Lindalva está sem trabalhar. “Não posso mais com o cheiro de veneno. Qualquer coisa já começa a me queimar o nariz, me dá tontura e a cabeça começa a doer. O médico disse que a gente pode ter sintoma dentro de vários anos, que pode aparecer algum tipo de doença porque fica tudo no sangue. A gente não sentiu só o cheiro, a gente inalou mesmo”.
 
Assim como Lindalva, Rosemeire também não voltou a trabalhar. “Não quero nem ver laranja”, diz. Já Janaína voltou para a colheita. “Não tem jeito, tenho que trabalhar. Mas até hoje eu sinto muita dor nos olhos. Nossa, quando eu forço a vista, dói para caramba”, diz, tentando segurar seu filho, que brinca com o gravador da reportagem.
 
Lista negra
Apesar de terem denunciado o caso, que está sendo investigado pelo Ministério Público, as mulheres estavam receosas de dar entrevista e serem perseguidas depois. “O medo é de entrar para a ‘lista negra’ das fazendas e nunca mais conseguirem emprego”, relata Abel Barreto, presidente do sindicato de Duartina. Segundo ele, a região é dominada por Cutrale, Coimbra, Citrosuco e Citrovita, as quatro maiores empresas do setor de citricultura. “Se você for nas fazendas dessas empresas, vai ver todo mundo com equipamento de proteção. O problema é que a precariedade está nas fazendas que fornecem laranja para elas. Essa é a maneira de se isentarem de ficar com o nome sujo”, alerta.
 
O sindicalista aponta que uma das dificuldades para sistematizar as denúncias de intoxicação por agrotóxicos ocorre porque, quando as empresas têm equipe médica na fazenda, “muitas vezes os profissionais escondem os exames dos trabalhadores, dão um atestado de um dia quando deviam dar de dois”, explica. “E mesmo alguns médicos da cidade cedem à pressão das fazendas e amenizam os problemas, argumentando com a gente que as empresas são responsáveis por milhares de empregos”, relata.
 
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos equipamentos de proteção individual, a aplicação não é segura. “Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de ‘uso seguro de agrotóxicos’, mesmo que eu esteja falando isso com várias aspas de cada lado, porque eu não acredito nessa possibilidade”, explica Raquel. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de reentrada” após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área. “Para alguns venenos, o tempo é de três horas; para outros, são sete dias, isso varia. E quando a gente pergunta aos trabalhadores como se trabalha com esse período, que é uma exigência da legislação trabalhista, eles dizem que isso não é respeitado pelas empresas”.
 
Além disso, segundo a médica, a segurança dos equipamentos de proteção individual é muito relativa. “Eles são muito desconfortáveis e, quanto mais baratos, mais mal acabados. Incomodam, espetam, arranham. Nos climas quentes, são ainda mais difíceis de usar. É também muito complicado para as indústrias estabelecerem o ritmo correto da troca dos filtros das máscaras”, avalia. Outro problema recorrente é a absorção dos produtos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, ele deveria ser lavado pela empresa. A família corre grandes riscos de ficar contaminada. Essa proposta do uso seguro é muito relativa”, alerta Raquel.
 
Exemplo dos limites do “uso seguro” dos agrotóxicos é o trabalhador Paulo Sérgio, morador de Duartina. Aos 37 anos, muitos de corte da cana e cinco de colheita de laranja, ele teve uma experiência complicada recentemente. Contratado pela empresa de laranja Coimbra para aplicar defensivos agrícolas, no terceiro dia de trabalho, ao aplicar o veneno Temic, Paulo passou mal. “Eu estava com todos os EPIs”. Mesmo assim, os equipamentos não impediram que o trabalhador sentisse muita ânsia de vômito, aumento da salivação e dor de cabeça. “Passei no médico e ele disse que eu estava intoxicado”, conta.
 
Tatiana Merlino é jornalista
tatianamerlino@carosamigos.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PIZZA ORGÂNICA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, EBAAAAAA !!!!

Destaque na região, pizza orgânica agrega saúde e valores sustentáveis
03/12/2009 - 17h05 (Deniele Simões)
Imagem(s): Lucas Lacaz Ruiz / A13

Cardápio é elaborado com produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e conservantes


Farinha integral e sal marinho. Esses são os ingredientes básicos de uma massa de pizza orgânica servida em São José dos Campos. Exclusividade na região, a iguaria tem a vantagem de ser confeccionada à base de produtos orgânicos, sem uso de agrotóxicos ou conservantes.

“É tudo natural”, explica o chef Alexandre Zanella, proprietário do Quiosque Philosofy, restaurante especializado em alimentação orgânica em São José e pioneiro na região.

Aberto há pouco mais de oito meses, o restaurante trabalha o conceito de alimentação orgânica como forma de preservação não só à saúde, como ao meio ambiente, agregando valores aos produtos comercializados.

“Começamos como um café estilo europeu, depois passamos a abrir para o almoço, fomos incrementando o cardápio e conseguimos conquistar nosso público na região”, conta Zanella.

Massa da pizza é confeccionada com farinha integral orgânica


Para montar o negócio, Zanella se utilizou do know how adquirido em três anos como chef de cuisine em Londres e como proprietário de um quiosque em Florianópolis (SC).

A ideia de se especializar apenas em orgânicos está relacionada aos valores que esse tipo de produto agrega. De acordo com o chef, os alimentos orgânicos geram uma espécie de ciclo que movimenta a comunidade local.

Além da isenção de agrotóxicos, os alimentos usados no cardápio são produzidos na própria região, contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa gerados pelo transporte da produção.

Parte dos alimentos é produzida em duas hortas que ficam em um sítio no distrito de São Francisco Xavier. A produção de frango também é artesanal e isenta de hormônios e outros componentes químicos. Os produtos também vêm de fornecedores da cidade de Monteiro Lobato,que fica próxima a São José.

Sabores e texturas


Dados da Fundação Agricultura & Ecologia da Alemanha (SOEL) apontam que a produção de orgânicos tem crescido a cada ano no país.

A tendência observada fez aumentar não só o número de produtos orgânicos nas feiras livres como também nas gôndolas dos supermercados, em função dos valores agregados, que vão desde o bem-estar para o consumidor, passando pelo gosto apurado e pelos benefícios ao meio ambiente.

Molho é fabricado com tomates orgânicos

Zanella destaca que o sabor e a textura dos orgânicos realmente fazem diferença para quem come, principalmente quando a pessoa já está acostumada a esse tipo de produto. As raízes como a batata, por exemplo, são mais tenras. Já produtos como brócoles e couve-flor são mais firmes.

Pizza orgânica


Com preço médio de R$ 30, a pizza orgânica com massa integral é confeccionada à base produtos naturais e tem várias opções de sabores.

Nesta quinta-feira (3), a partir das 19 horas, acontecerá um happy hour especial com a iguaria no cardápio, que poderá ser conferida nas versões franco com parmesão, shitake com mussarela de búfala, vegetariana, ou de acordo com a preferência do freguês.

O happy hour terá ainda apresentação musical de Tiago Vianna (violão instrumental), Regina Sacilloto (viola) e Caniba (gaita e flauta).

Com relação às bebidas alcoólicas orgânicas, elas ainda não foram totalmente incorporadas ao cardápio do quiosque, mas a intenção é implementar a novidade em breve.

Por enquanto, a casa trabalha com licores de limão siciliano e laranja, produzidos na comunidade de São Francisco Xavier, mas em breve deverá começar a trabalhar com cervejas artesanais.

O quiosque Philosofy fica no bairro Jardim Maringá, em São José. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3322-4692.

 
 

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Corantes e Aditivos Químicos x DDAH e Autismo


As matérias são de 2007, mas vale a pena reproduzí-las aqui...

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Corantes podem causar hiperatividade em crianças, diz estudo
06/09/2007 - 9h22m

Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu q corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.

O estudo - encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet - oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de 3, 8 e 9 anos de idade.

Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.

Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.

O grupo q ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve "efeitos adversos significativos" em comparação com o q bebeu o placebo.

O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.

"No entanto, os pais não devem achar q é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida", explicou ele. "Sabemos q há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um q a criança pode evitar."

Entre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.

Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.

Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade. 

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Conservante artificial usado em refrigerante aumenta a hiperatividade nas crianças
06/09/2007 - 12:55:02

Estudo mostra que entre as substâncias prejudiciais estão conservantes utilizado em refrigerantes como Pepsi, Fanta e Sprite e corantes artificiais presentes em muitas balas e doces


Os corantes e aditivos artificiais utilizados normalmente em produtos alimentícios infantis exacerbam a hiperatividade nas crianças, inclusive naquelas que não sofrem do transtorno, segundo um artigo publicado hoje na revista médica "The Lancet".

Um grupo de cientistas da Universidade de Southampton (sul da Inglaterra) estudou os efeitos dos aditivos nas alterações do comportamento infantil em um grupo de quase 300 crianças - 153 delas de 3 anos e outras 144 de 8 e 9 anos.

As crianças receberam em alguns casos duas misturas de bebidas diferentes que incluíam diferentes aditivos e em outros, um placebo.

Entre as substâncias estão o conservante benzoato de sódio (E211), utilizado em refrigerantes como "Pepsi Max", "Fanta" e "Sprite", e os corantes artificiais E110, E102, E122, E124, E129 e E104, presentes em muitas balas e doces consumidos diariamente pelas crianças britânicas.

O E110, por exemplo, é utilizado no salgadinho "Doritos" e o E122 na "Fanta".

Essa não foi a primeira pesquisa a estabelecer ligação entre os aditivos e a hiperatividade nas crianças, mas desta vez foram estudados maiores de três anos e nem todos sofriam com o transtorno de conduta.

Os especialistas detectaram indícios de hiperatividade nas crianças que tinham consumido as bebidas que incluíam aditivos, como um comportamento inquieto, perda de concentração, incapacidade para brincar com só um brinquedo ou completar uma tarefa e passaram a falar muito.

A mistura A, que incluía maiores níveis de aditivos, causou "significativos efeitos adversos" em todas as crianças de três anos, que, no entanto, reagiram de forma mais variável à mistura B, que continha a média diária de aditivos consumidos pelas crianças britânicas.

As crianças mais velhas mostraram um significativo efeito adverso quando tomavam uma ou outra combinação.

A Agência de Controle Alimentício britânica (FSA, na sigla em inglês) rejeitou os apelos à proibição desses aditivos, mas fez uma advertência aos pais sobre os riscos desses ingredientes se seus filhos mostrarem indícios de hiperatividade.

A FSA assegura que cabe às autoridades da União Européia legislar sobre os aditivos.

Na apresentação dos resultados do relatório, o diretor da pesquisa, Jim Stevenson, considerou que poderiam ser tomadas medidas rápidas contra os corantes artificiais, mas que levaria mais tempo para eliminar o uso do benzoato de sódio como conservante.

O negócio mundial de aditivos está avaliado em mais de US$ 25 bilhões anuais, segundo o jornal britânico "The Guardian".

 Agência EFE

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Audiência Pública em Brasília - Pelos direitos dos AUTISTAS

COMISSÕES / Direitos Humanos - 24/11/2009 - 15h18
Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo

Matéria retificada em 25/11/2009 às 12h50

Ao afirmarem que autismo tem recuperação, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.

A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades da pasta. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.

Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores - para tratar pessoas com autismo. 

A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, apresentou informações sobre a  teoria de que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar, glúten ou por intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados.

Nos Estados Unidos e na Europa, informou a psicóloga Sandra Cerqueira, os portadores de autismo têm sido recuperados com resultados rápidos e eficientes. Ela também enfatizou que é possível reverter uma situação de autismo com o tratamento adequado que envolve, segundo a psicóloga, terapia comportamental aliada à dieta alimentar e tratamento biomédico.

- Quando falamos em cura somos apedrejados, porque "isso não existe, não é possível". Mas eu quero aqui ser apedrejada porque se esse for o preço que eu preciso pagar para dizer a vocês, aos senadores e às autoridades (que há cura para o autismo) não quero deixar passar a oportunidade - afirmou a psicóloga Sandra Cerqueira, que desafiou os presentes a ver a terapia que ela vem aplicando para comprovar o que diz.

Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.

- Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.

Incompetência

A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos profissionais competentes no Brasil para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.

O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.


Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.

- É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.

Projeto

As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.

O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.

Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.

Iara Farias Borges / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97671&codAplicativo=2 

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Os amigos que estiveram presentes comentaram:

"Compuseram a mesa o senador Paulo Paim, ladeado pela Julceli representando a Adefa, a Berenice, tb da Adefa representando as mães, a presidente da entidade Mão Amiga, Iranice, uma pesquisadora biomédica, mestranda da Universidade Federal Fluminense, uma assistente social  que trabalha na Baixada Fluminense com crianças vítimas de violência, e o nosso conhecido Ulisses, militar e pai de autista. 

A Sessão teve início com o tenor autista e deficiente visual Saulo Laucas, do RJ, cantando Ave Maria,  fantástico! A seguir, todos fizeram suas exposições e apresentações, muito esclarecedoras cada um na sua área. Ainda foram autorizados a usar a palavra a psicóloga Sandra, tia de autista e dona da Metamorfose, primeira escola no Brasil para autistas e TID com um foco muito interessante, inclusive com a dieta SGSC e que segundo ela tem tido resultados muito promissores; a representante da AMA da Bahia, uma grande batalhadora pela causa do autista em seu estado chamada Rita Valéria, um pai e uma avó do Distrito Federal representando entidades locais, o pai do Saulo Laucas que emocionou a todos, pois Saulo é um estudioso de línguas, domina 4 diferentes idiomas e sabe tudo sobre a reforma ortográfica brasileira, e um jovem de 15 anos do DF chamado Augusto, com Sindrome de Aspenger, um rapaz superdotado que deu seu depoimento ingênuo sobre sua experiência escolar e sua ânsia de estar sempre aprendendo mais e mais. Também fizeram uso da palavra o Presidente da Associação Brasileira de Autismo, uma instituição que parece ter sido criada e ainda funciona pelo que entendi no Amazonas, e o deputado estadual Audir Santana do RJ, que presidiu a sessão da Alerj no RJ, no último dia 17/11/09.

Foi segundo o Senador, a audiência pública mais emocionante que ele participou em seus mais de 20 anos como parlamentar. Pode parecer até palavra de político, mas eu acredito que ele foi sincero pois não teve quem não se emocionasse. Tivemos pais e mães de vários estados brasileiros: Alagoas, Amazonas,  Bahia, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e... não  me lembro mais de nenhum...

Precisamos saber quando  esta sessão exibida pela tv Senado que gravou tudo.


O Senador  se comprometeu a receber um projeto de lei elaborado pelas instituições envolvidas com a causa para que o mesmo  fosse um encaminhamento supra partidário, do qual ele seria o relator e praticamente garantiu na comissão dos direitos humanos , não entendo bem a dinâmica da casa,  aprovaria por unanimidade e encaminharia para a plenária.

Vamos aguardar que bons tempos venham para as nossas crianças autistas brasileiras,  pois como disse sabiamente  a Berenice, quando se é mãe de uma criança autista,  acabamos nos tornando mães de todos os autistas, pois nossa preocupação passa a ser não só com a nossa criança, mas com todas aquelas que encontramos com as mesmas dificuldades que enfrentamos.

É muito difícil transmitir emoção, por isso espero ter rapidamente relatado um pouco do que vivemos nesse 24/11 em Brasília. Um dia para guardar pra sempre na memória.

Rita Maura Boarin - mãe da Nicole 4 anos e 4 meses
Anápolis / GO
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"Pessoal,

Estive ontem na audiência em Brasília, desculpe não escrever antes, pois estava exausta, cheguei em São Paulo depois da 12:00 horas e passei o dia pondo as coisas em ordem.

Como a Rita já disse, foi muito, muito emocionante. Cada depoimento, cada relato, cada vídeo fazia brotar em todos rios de lágrimas. Não precisa dizer que chorei o tempo todo!!!

Quero parabenizar a associação ADEFA do Rio de Janeiro e dizer que todos estão de parabéns pela organização e luta. Sou de São Paulo e não conheco as pessoas pelo nome, mas posso dizer que o Ulisses é um homem de valor e que possui luz própria, qualquer palavra que disser dele será redundante. Não poderia deixar de mencionar outras pessoas que também marcaram este acontecimento, a Berenice, a Sandra, a Presidente da ADEFA, a representante da AMA da Bahia (pessoa maravilhosa e encantadora) que deixaram seu brilho em nossos corações. Demais, pais, avós, tios, irmãos que estavam presentes e coloriram aquela comissão com sua garra e força. É claro não poderia deixar de mencionar o Saulo, que nos encantou com sua voz e sua trajetória de vida. AH! o Luiz (irmão das gêmeas, nossas companheiras) é uma graça, ganhei um beijo dele. É um guerreiro, pois aguentou quatro horas de sessão! Um fofo!. Parabéns à famíllia pela vida dele. Outros autistas estavam presentes também.

o Senador Paulo Paim ficou muito sensibilizado com a nossa causa e dirigiu a sessão de forma humana e respeitável, dando a palavra a todos que quiseram expor sua trajetória. Foi um debate muito aberto e justo.

Acho importante relatar que o Ministério da Saúde mandou uma representante para acompanhar a audiência. Ela anotou tudo o que foi dito (sentou-se ao meu lado, pensei que era uma mãe, e só no final fiquei sabendo quem era). É claro que tentou dizer que algumas coisas já estavam sendo feitas, mas reconheceu a incapacidade do governo em solucionar o problema.

Foi dado um passo muito importante para a luta e reconhecimento de que é preciso que as autoridade façam alguma coisa. Nos foi dado um espaço para discussão e exposição de nossos problemas. É um marco histórico, com certeza. As associações presentes ficaram de encaminhar um projeto de lei para o Senador Paulo Paim apresentar na comissão de Direitos Humanos do Senado.

Contudo, quero fazer uma pequena reflexão a respeito, sei que o que vou falar é muito técnico e muitos não entenderão, mas acho que é relevante.

Sou profissional da área e sei que apenas uma lei não resolve o problema. Há inúmeras leis sem qualquer eficácia, ou seja, elas não são postas em prática por absoluta impossibilidade, quer porque esbarram na compatibilidade com a Constituição (famosa inconstitucionalidade), quer porque são vagas e dependem de decretos e regulamentação que nunca é feita ou simplesmente porque apenas declaram direitos, sem estabelecer a forma de exercê-los.

Então, ao que parece, não estou bem certa porque não participei da elaboração da pauta de reivindicação, nosso pleito não se limita a eventual declaração de direitos, já que a maioria deles estão estampados no próprio texto constitucional (como direito a saude, educação, igualdade, etc...). Queremos a implantação de uma política pública de tratamento do autismo. Isto implica, necessariamente, criação de órgãos na administração, Centros de tratamento, orçamento para pesquisa, acompanhamento familiar, adaptação de curriculo e formas de avaliação diferenciada, fomentar a formação de profissionais na área da saúde capazes de realizarem o diagnóstico precoce, publicidade em massa (a ser feita pelo governo) do que é o autismo e que é tratavél. Enfim, muitas reivindicações que implicam em DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS. Por isso, eventual projeto de lei que implique em despesas deve ser de iniciativa do CHEFE DO PODER EXECUTIVO (União, Estados e Municípios) - artigo 61 da Constituição Federal, sob pena de ser declarado inconstitucional por vício de iniciativa. E ai não tem jeito mesmo, é inconstitucional e pronto, mesmo que seja uma lei justa, necessária, humana e imprescindível. Não há perdão para o vício da inconstitucionalidade.
Por isso, acho que nossa jornada somente começou e, para não morrer em nada, temos que URGENTE, conseguir uma audiência, com nada mais que nada menos com o Presidente da República. Não sei como fazer isso. Acho que é uma tarefa para o Ulisses (não fique bravo comigo) ou para quem conseguiu o contato com o Senador Paulo Paim.

Gente, este é um entendimento meu, que sou do ramo e de meu esposo. Acho que precisamos conversar com outras pessoas que possuem entendimento e perguntar a opinião deles.

Sei que é complicado, mas não quero apenas uma lei para pendurar na parede. Acho que todos querem uma lei que tenha o mínimo de eficácia, capaz de modificar a vida de muitas pessoas.

Fiquei com o e-mail do advogado que está redigindo o projeto de lei, vou entrar em contato com ele. Por favor, se alguém tem contato com a direção da ADEFA e puder passar este e-mail eu agradeço.

Acho que já falei bastante. É um assunto chato, direito, leis...

Vou passar este email para todos os grupos que faço parte.

Abraços

Nara "